Vinho
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Falanghina Colle Sereno (Cantina Colle Sereno)

País: Itália (Molise - Centro Norte)
Safra: 2007
Tipo: Branco (100% Falanghina)
Álcool: 13,00%
Temperatura de consumo: 10ºC a 12ºC
Preço: R$ 40,00

 
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Apresentação

A Itália produz mais de 4 mil tipos diferentes de vinhos. Obviamente, não é tarefa das mais difíceis identificar alguns exemplares interessantes e diferentes do que normalmente os já bem disseminados no mercado brasileiro.

Assim, este Falanghina Colle Sereno se enquadra nessa categoria de produto “diferente”, para fugir um pouco da rotina dos vinhos disponíveis no País. A produção ocorre na Denominação de Origem Controlada (DOC) de Molise, região tradicional na produção de vinhos, no Centro Norte da Itália, uma área conhecida por sua farta e saborosa culinária, estabelecida na fronteira com a famosa região produtora da Puglia.

Primeira cantina a elaborar vinhos biológicos conforme as normas da Comunidade Européia, a Colle Sereno conta com cerca de 70 hectares de vinhedos. Por ano, fabrica cerca de 3 milhões de garrafas, 10% do Falanghina Colle Sereno (300 mil unidades, portanto).

A uva é autóctone e a região se caracteriza pela diversidade de zonas climáticas e relevos, de planícies, colinas temperadas e frias montanhas, sempre sob influência da proximidade do Mar Mediterrâneo.

O processo de elaboração envolve a fermentação a frio em cubas de inox, com temperatura controlada, sem aporte de aditivos químicos, exatamente como estabelece as normas da Comunidade Européia. A garrafa segue o padrão da renana (alemã, região do Reno) e alsaciana (francesa), mais fina e prolongada.

A safra de 2007, degustada por MundoVinho, é considerada de boa a muito boa e está pronta para consumo, mantendo vivacidade até o final de 2010. Um vinho simples, seco, de entrada, para ser servido em um coquetel ou aperitivo, antes da refeição. A temperatura de serviço é de 10ºC a 12ºC.

Análise Técnica

Importador do Falanghina Colle Sereno, Afonso Almeida Junior, diretor internacional da Costazurra, afirma que o exemplar é um vinho “descompromissado”, de entrada, indicado para aperitivo ou em coquetéis.

De coloração amarelo palha, o Falanghina Colle Sereno, segundo Almeida Junior, tem característica marcante seus aromas. “Muito aromático e agradável, chega até a enganar. Você pensa se tratar de um vinho suave, doce, no contato olfativo, além de apresentar uma acidez marcante”, relata. “O aroma mais marcante é o de maçã verde, com toques cítricos”, complementa.

No paladar, porém, é que o degustador descobre ser um vinho seco, muito leve e de acidez “extremamente equilibrada”, conforme a análise do especialista. “É um vinho de abertura, para começar uma refeição”, enfatiza.

Ideal, segundo ele, para o clima tropical brasileiro, sobretudo durante a primavera e verão. “Vai bem também para ser servido em um coquetel”, sugere. “Não é um vinho untuoso, que enche a boca. Agrada exatamente por sua simplicidade e leveza”, sustenta.

Também se releva ligeiro, fácil de beber, sem exigir necessariamente acompanhamento gastronômico. Está pronto para consumo e a safra 2007 deve manter o esplendor até o final de 2010, início de 2011.

Nossa Análise

Simplicidade é a proposta deste Falanghina Colle Sereno, safra 2007. Para avaliar o exemplar, MundoVinho optou por alguns exercícios. Embora a indicação do produtor de Molise seja para ser bebido na temperatura entre 10ºC e 12ºC, optamos por experimentá-lo também mais frio (6ºC a 8ºC) e com temperatura mais elevada (13ºC a 15ºC). Nossa opinião, que pode evidentemente não ser a mesma dos leitores, é de que ele se comporta melhor numa temperatura mais superior, no caso, a terceira alternativa.

A praxe para brancos é de serviço mais frio, até gelado. Nesse caso, o Falanghina Colle Sereno apresentou bons aromas, mas o sabor foi comprometido, prevalecendo a acidez (sensação refrescante, boa salivação, mas quase nulidade de sabor). Na temperatura de 10ºC a 12ºC, o vinho melhorou bem sua performance, sendo mais marcante o odor de maçã e leve ponta cítrica, lembrando limão, mas nada marcante, além de manter a acidez. Ainda assim, o paladar seguiu tímido, sobressaindo a leveza e a correta estrutura, bem integrada com o álcool.

A temperatura mais elevada tornou o vinho bem mais interessante. Para quem não tem termômetro ou adega climatizada, significa não deixar mais de uma hora na porta do refrigerador.

Com sua coloração amarelo palha e alguns toques esverdeados, confirmou o aroma de maçã, apareceram toques de flores brancas e diminuiu a acidez. Na boca, teve o melhor desempenho: o álcool apareceu um pouco mais, integrou bem com acidez (provocando ótima salivação), mostrou maior frescor e manteve a leveza. Desponta no meio da língua, refrescante e com boa salivação. Sabores levemente cítricos e algum toque salgado no final, após o gole, sendo, inclusive, ligeiro (sabor desaparece em 3 segundos).

Não é, porém, um vinho para grandes reflexões, inclusive porque a proposta é de ser um vinho simples. Vale para quem quer experimentar algo diferente, de uma uva pouco conhecida no nosso mercado. Como entrada, casa bem com uma salada verde e agrada como aperitivo.

Harmonização

Aperitivo
Antepastos
Salada verde
Peito de frango grelhado
Filé de pescada grelhado

Onde Encontrar

Costazzurra
(11) 3864-1533 (São Paulo)

www.costazzurra.com.br

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