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Marquês de Montemor VR Alentejano (Plansel)

País: Portugal (Alentejo – Distrito de Évora)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (Trincadeira, Aragonez e Touriga Nacional)
Álcool: 14,40%
Temperatura de consumo: 15ºC
Preço: R$ 33,30

 
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Apresentação

Assessorada por Paulo Laureano, uma das principais autoridades do vinho em Portugal, a enóloga Dorina Lindemann assina a produção de vinhos da Plansel, um pequeno produtor do Alentejo.

Talentosa, produz vinhos elegantes, harmônicos e modernos, como este Marquês de Montemor VR Alentejano. A Plansel é ligada ao grupo Viveiros Jorge Böhm, uma das maiores empresas portuguesas de plantas selecionadas de videira e oliveira. Dorina é filha de Böhm, o que dá uma dimensão exata do quanto o ambiente familiar ainda reina na produção de vinho daquele país.

Com produção anual de 60 mil garrafas, é um vinho que explora bem as características mediterrâneas da região, com a vantagem de os vinhedos estarem posicionados em regiões do Distrito de Évora, onde ocorre maior incidência de chuvas.

O resultado é um vinho jovem, frutado e bem equilibrado entre calor e frescor. Para preservar as características de fruta no aroma e sabor, o vinho é maturado em cubas de inox por um período mínimo de seis meses.

De corpo médio e cor vermelha-púrpura intensa, pode ser mantido guardado por até três anos, segundo o produtor, embora já esteja pronto para o consumo. Combina bem com aves assadas, por exemplo, e deve ser servido a uma temperatura de 15ºC.

Análise Técnica

O Marquês de Montemor foi avaliado pelo sommelier Cezar França, diretor em São Paulo da importadora Decanter Vinhos Finos, e recebeu 82 pontos, em uma escala de 0 a 100. Teve notas máximas no exame visual (8/8 na cor e 8/8 na limpidez), mas perdeu pontos nas provas olfativas e gustativas, principalmente por ser um vinho de entrada de seu produtor, a vinícola Plansel.

Sua cor vermelha violácea intensa e seu brilho impressionaram e também garantiram as maiores notas possíveis.

Na avaliação olfativa, o Montemor se mostrou um vinho muito fino, bastante intenso e persistente, com destaque para os aromas de frutas negras maduras, como ameixa, cereja e amora, além de especiarias. 

Na boca, esses sabores permanecem e ainda evoluem para aromas de vegetais, minutos depois de servido na taça. Essa evolução traduz sua persistência, apesar da pouca concentração.

É elaborado a partir de cortes de uvas jovens e, portanto, não chega a atingir os altos patamares alcançados nos vinhos elaborados a partir de vinhedos mais antigos. Entretanto, mesmo sendo um exemplar de entrada, carrega na bagagem, característica dos vinhos europeus, a “finesse”, que se resume na pouca interferência dos sabores naturais das uvas. Este vinho passa apenas por barris de inox.

Por conta do cuidado em preservar os sabores naturais, foi classificado como bastante fino no exame gustativo, com intensidade razoável e, mais uma vez, bem persistente, por conta da evolução já mencionada.

"Um vinho muito bem equilibrado na relação acidez, tanino e teor alcoólico. Nenhuma das três variantes se sobrepõe à outra, tendo ainda o Montemor um frescor significativo", pontuou.

Por sugestão do sommelier, pode ser degustado durante um bate-papo ou como um belo acompanhamento de carnes brancas numa refeição.

Nossa Análise

Uma belíssima surpresa. Assim foi para nós a degustação de Marquês de Montemor, vinho regional do Alentejo, de Portugal. Um vinho atípico. No primeiro olfato, na taça, pôde ser notada toda a leveza do exemplar, com um aroma doce, frutado.

Antes de bebericar, até se pode pensar: será que o gosto é de groselha? Nada disso! O sabor casou perfeitamente bem com o olfato. O primeiro sabor sentido na boca foi puxado para frutas vermelhas (algo de cereja, morango e framboesa). Mas aí é que vem a primeira surpresa, pois o vinho não é doce.

Seu gosto não segue, porém, uma tendência dos principais vinhos produzidos tanto na Europa quanto no Novo Mundo. O produtor Plansel, ligado ao grupo Viveiros Jorge Böhm, dos maiores lá nas terras de nossos colonizadores, optou por não passar o vinho pelo carvalho.

Há, sem dúvida, uma combinação perfeita das uvas que o formam: Trincadeira, Aragonez (conhecida como Tempranillo em outros países) e Touriga Nacional.

Leve e fácil de beber, não exige nenhum acompanhamento gastronômico. Não dá vontade de parar de beber, principalmente se estiver numa temperatura na casa de 15ºC, até porque combina bem com qualquer clima e época do ano, admitindo ainda um resfriamento maior para ser tomado em dias quentes.

Harmonização

Aves assadas
Lombo de porco com amêijoas à alentejana
Coelho assado em vinha-d’alho sobre pão

Onde Encontrar

Decanter
Telefone (11) 3074-5454 ou (47) 3326-0111
www.decanter.com.br

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