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Artero Crianza Merlot-Tempranillo 2002 (Bodegas Muñoz)

País: Espanha (La Mancha – Noblejas - Toledo)
Safra: 2002
Tipo: Tinto (50% Merlot e 50% Tempranillo)
Álcool: 14,50%
Temperatura de consumo: 16ºC a 18ºC
Preço: R$ 46,00

 
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Apresentação

A Denominação de Origem (D.O.) de La Mancha, região situada num planalto entre as províncias de Toledo, Albacete, Ciudad Real e Cuenca, não somente é a região vinícola mais extensa da Espanha, como também de todo o mundo, com aproximadamente 200 mil hectares de vinhedos. Nessa região, em Noblejas, Toledo, é produzido o Artero Crianza Merlot-Tempranillo, da vinícola Bodegas Muñoz. A marca é um dos carros-chefe de vendas da importadora Decanter, sendo, portando, um dos exemplares mais conhecidos do mercado brasileiro.

A composição é de 50% de uvas Merlot, de videiras plantadas há 15 anos, e 50% de Tempranillo, conhecida na região como Cencibel, cultivadas há mais de 30 anos. Com uma extensão de 8 mil metros quadrados e capacidade de armazenagem de 7 milhões de litros, a Muñoz destina metade de sua produção para exportação. Conta com 300 hectares de vinhedos, sendo 45 próprios.

O clima continental extremo da região, com temperaturas que oscilam entre os 40º e 45ºC no verão e -10º a 12°C no inverno, além de uma pluviosidade baixíssima, possibilitam o amadurecimento regular dos frutos. Os vinhedos estão posicionados em terrenos planos, em região de planalto, a cerca de 700 metros acima do nível do mar.

O Artero Crianza Merlot-Tempranillo estagiou durante seis em barricas semi-novas de carvalho americano e a safra 2002 está, em 2009, no auge, devendo manter suas características até o final de 2010. A temperatura de consumo sugerida é de 16ºC a 18ºC e é um vinho que harmoniza com carnes vermelhas assadas ou cozidas com molhos reduzidos e aromáticos.

Análise Técnica

Um dos vinhos mais conhecidos da Importadora Decanter, o Artero Crianza Merlot-Tempranillo da safra 2002 está, segundo o sommelier Cezar França, no seu auge para ser consumido ao longo de 2009 e, mais tardar, até o final de 2010. “Pela sua composição, é um vinho redondo, macio e que está no seu melhor momento”, relata o especialista.

De acordo com França, o Artero Merlot-Tempranillo apresenta corpo médio, com coloração rubi intensa. Os odores remetem à fruta madura e compota, especialmente lembrando a frutas negras. “Apresenta notas balsâmicas, de pimenta e defumado. Um vinho claramente gastronômico”, observa.

Segundo ele,  no paladar, o exemplar mostrou-se “quente”, em virtude da elevada presença de álcool (14,5%), além de revelar taninos macios, “que não chegam a ser doces”. “Mesmo sendo da safra 2002, ainda apresenta jovialidade e uma acidez correta, formando um conjunto muito bem integrado”, aponta, ao destacar a confirmação de odores em sabores.

França destaca ainda o retro-gosto e a persistência do Artero Crianza Merlot-Tempranillo, “muito extenso”. “Até em relação ao preço, trata-se de um vinho voltado para o dia-a-dia, mas que pede o acompanhamento de comida”, reforça.

Nossa Análise

A qualidade revelada nos aromas, sabores e estrutura certamente justificam o apelo e a penetração que a marca Artero tem no mercado brasileiro, um dos principais vinhos comercializados no País. Com 50% de uvas Merlot e outros 50% de Tempranillo, o exemplar avaliado por MundoVinho, da safra 2002, se revelou tipicamente espanhol, com presença marcante de madeira no olfato e sabor e alta graduação alcoólica. Ao mesmo tempo, pela presença da Merlot, o vinho revelou uma característica mais “internacional”, de maior complexidade, algo profundamente interessante.

O Artero Crianza Merlot-Tempranillo 2002 mostrou, inicialmente, sua coloração rubi profunda e brilhante. Embora seja um vinho de corpo médio, pode-se afirmar que esse médio está mais próximo de encorpado do que de um tinto jovem.

Nos aromas, a primeira sensação é da presença de madeira, com um toque de defumado. Há, claramente, odores de frutas negras maduras, puxando para ameixa e uva passa, características da Merlot. Mas também facilmente se nota cheiro de pimenta e balsâmico.

Ao ser bebido, o vinho surgiu na boca com uma boa acidez, provocando salivação, mas também gerando a sensação de “quente”, decorrente do álcool (14,5%), característica recorrente de vinhos espanhóis. Os taninos, a substância adstringente, que comprimi gengivas e lábios, a chamada “pegada” do vinho, é bem comportada, provavelmente por ser um exemplar da safra 2002. Nesse conjunto, o vinho se mostra macio e equilibrado, de forma integrada.

Na boca, nota-se os sabores de frutas maduras e levemente adocicado, remetendo à compota. Depois do gole, uma sensação quente é mantida, combinada com retrogosto de frutas. Um vinho indicado para o dia-a-dia, para acompanhar refeições a base de carne.

Harmonização

Carnes vermelhas assadas e cozidas, com molhos reduzidos e aromáticos
Estufado de cordeiro
Puchero
Pato

Onde Encontrar

Decanter
(11) 3074-5454 (São Paulo) ou (47) 3326-0111 (Blumenau)
www.decanter.com.br

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