Vinho
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Casa de Amaro Colheita Tardia (Sulvin)

País: Brasil (RS – Antonio Prado, Ipê e Flores da Cunha)
Safra: 2007
Tipo: Doce (45% de Riesling, 19% de Moscato e 36% de Malvasia)
Álcool: 13,00%
Temperatura de consumo: 6ºC a 10ºC
Preço: R$ 22,00

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

A Sulvin concentra na linha Casa de Amaro seus vinhos secos mais qualificados, tranquilos e espumantes. Esse Casa de Amaro Colheita Tardia se refere, entretanto, a um vinho branco suave, para ser servido como, ou acompanhando, sobremesas.

Tradicional vinícola criada em 1923 em São Roque, no interior de São Paulo, a Sulvin produz este exemplar a partir de vinhedos cultivados em Antonio Prado e Ipê, na região dos “Vinhos dos Altos Montes”, no Rio Grande do Sul. Ali, o amadurecimento dos frutos se beneficia da combinação de noites muito frias e dias ensolarados, de clima temperado.

Depois de colhidas, o processo de prensagem e vinificação é feito em Flores da Cunha, na mesma região.

A cada safra, a depender do desempenho das variedades das uvas, o Casa de Amaro Colheita Tardia conta com uma composição específica. Na safra 2007, degustada por MundoVinho, o corte foi de 45% de Riesling, 19% de Moscato e 36% de Malvasia.

Por serem colhidas “tardiamente”, as uvas se tornam “passas” e, logo, com maior concentração de açúcares. Ao mesmo tempo, têm menor rendimento por hectare para produção de vinho.

Antes de ser engarrafado, o vinho estagia por 45 dias em barricas de carvalho francesa para ganhar complexidade aromática, segundo a Sulvin.

O Casa de Amaro Colheita Tardia, safra 2007, conta com garrafa de 500 ml e está pronto para consumo e deve ser consumido ainda jovem, até o final de 2010 ou início de 2011, para manter características importantes no aroma, frescor e sabores. A temperatura de serviço é de 6ºC a 10ºC.

Análise Técnica

Um vinho para consumo após refeições, com sobremesas, doces e frutas, foi a proposta da Sulvin ao criar o Casa de Amaro Colheita Tardia. De acordo com o enólogo Evandro Zanetti, responsável técnico pela vinícola, o desenvolvimento do exemplar procurou combinar, no corte, o aroma e a acidez da Riesling, “mais perceptível e com maior finesse”, com os aromas da Malvasia, “mais florais” e a estrutura da Moscato.

“É um vinho doce, com fundo doce e com complexidade para ser harmonizado com frutas e sobremesas. Realizamos, numa degustação, uma harmonização com petit gateau e ficou excelente”, afirma o especialista.

Segundo ele, a coloração do vinho é de um amarelo palha, um pouco mais escuro, como resultado da estrutura “madura” do vinho.

Nos aromas, Zanetti destaca o caráter floral, remetendo a pétalas brancas, típico da Riesling e Malvasia. “A passagem pelo carvalho francês trouxe também aromas de coco e cacau”, pontua.

Na boca, o especialista informa que a estrutura é mais “diferente” do que a expectativa criada pelos aromas. “A Moscato aparece mais na boca, apresentando taninos e açúcares geradores de untuosidade. No sabor, lembra mais a geléia”, descreve.

Ele admite que, em temperaturas mais elevadas, de 15ºC a 16ºC, os açucares aparecem mais e o vinho se torna um pouco enjoativo. “Por isso, é fundamental mantê-lo entre 6ºC e 10ºC.

Após ser bebido, o Casa de Amaro Colheita Tardia deixou, segundo Zanetti, sabor levemente adocicado na boca, prazeroso, deixando sensação refrescante.

Nossa Análise

O amadurecimento das vinícolas brasileiras tem possibilitado a oferta de uma gama cada vez maior de produtos de qualidade e com preços competitivos. Há alguns anos, vinículas do Sul do País começaram a apostar na elaboração dos chamados “vinhos doces” (para sobremesa), de melhor qualidade do que os vinhos suaves. Apesar de receber a qualificação de “vinho fino branco suave”, esse Casa de Amaro Colheita Tardia é tipicamente um exemplar destinado à sobremesa, de boa qualidade e preço convidativo.

Oferece uma coloração amarelo palha, com reflexos que puxam para amêndoa, resultado da breve passagem pelas barricas de carvalho francês.

A sensação refrescante aparece rapidamente quando o líquido é depositado na taça. Rapidamente, percebemos cheiro adocicado, combinado com perfume de flores brancas e alguns toques cítricos, remetendo a abacaxi. Também há uma leve ponta que lembra a coco.

Na boca, nota-se claramente o sabor doce, que necessariamente sugere o casamento com frutas como abacaxi e melão, mais claramente. Sente-se também uma textura untuosa, que lembra a amanteigado, mas nada explosivo.

Depois do gole, o sabor doce se mantém por alguns minutos, mas é preciso realmente tomar muito cuidado com a temperatura. Enquanto esteve gelado, o vinho apresentou sensação agradável e refrescante, mas, quando a temperatura subiu um pouco mais, se mostrou um pouco enjoativo.

A safra 2007, degustada por MundoVinho, está pronta para consumo e deve manter suas características até o final de 2010. Um vinho de sobremesa excelente para acompanhar, além de frutas, doces, como um bolo, depois das refeições.

Harmonização

Sobremesas em geral
Frutas como abacaxi e melão
Petit gateau
Bolo

Onde Encontrar

Sulvin
Atendimento pessoal pelos telefones (11) 8609-9064 ou (11) 9681-9588
cintia@sulvin.com.br
www.sulvin.com.br

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