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Casa Filgueira Tannat (Casa Filgueira)

País: Uruguai (Santa Lucía - Canelones)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (100% Tannat)
Álcool: 14,00%
Temperatura de consumo: 17ºC a 20ºC
Preço: R$ 26,50

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

A integração entre os métodos de elaboração artesanal de vinhos e as últimas técnicas de produção e manejo dos vinhedos se encontram na Casa Filgueira, bodega instalada no estado de Canelones, no Uruguai.

Das terras argilosas e enriquecidas com cal, sob a ação do clima de influências marítimas, verões secos e ensolarados e invernos chuvosos e não muito frios, são produzidas, anualmente, apenas 20 mil garrafas deste Casa Filgueira Tannat.

Há cerca de 80 anos instalada na região do Rio Santa Lucía, no Sul do Uruguai, a bodega conta com vinhedos próprios e, fato curioso, foi construída exatamente no meio das áreas cultivadas. Assim, afirmam os proprietários, a colheita leva poucos minutos para chegar à área industrial, podendo ser feita no ponto exato de maturação das cepas.

Por sinal, as uvas são colhidas manualmente e a baixa produtividade dos vinhedos tem por objetivo garantir alta qualidade do vinho. Após o desengaçar, as uvas são fermentadas em tanques com temperatura controlada e, depois, o líquido segue para as barricas de carvalho francês.

Lá permanecem durante 18 meses, ganhando aspectos “selvagens” no olfato e se mostrando com taninos muito finos na boca.

O produtor recomenda que o vinho seja decantado antes do consumo, podendo a temperatura de serviço estar entre 17ºC e 20ºC.

Análise Técnica

O Casa Filgueira Tannat recebeu 83 pontos de 100 possíveis na avaliação do sommelier Cezar França, diretor da importadora Decanter em São Paulo. No exame visual, o vinho foi perfeito e recebeu notas máximas (16/16 pontos) por conta de sua cor (8/8 pontos) e limpidez (8/8 pontos), um vinho de cor rubi com ótima vivacidade, brilhante e sem qualquer defeito.

No olfato, demonstrou qualidade e pode ser considerado um vinho muito fino, por pouco não atingindo a classificação de finíssimo, intenso e persistente, já que seus aromas não somem depois de alguns minutos na taça.

Na boca, este Tannat uruguaio cumpriu a proposta de ser um vinho essencialmente tânico, com pegada na boca como se o degustador tivesse a sensação de estar chupando manga verde. Porém, perdeu alguns pontos por ter de ser comparado aos tradicionais Tannats da região do Madiran, no Sudoeste da França, a referência mundial de onde vêm os finíssimos exemplares com as maiores pegadas.

Mesmo assim, este vinho foi considerado muito equilibrado na sua relação de tanino, acidez e álcool de 14%. Fino ao paladar, intenso e com boa persistência aromática, destacando o sabor de funghi secci e de frutas negras, como ameixas e amoras.

Ainda teve uma boa avaliação quanto a sua evolução: na taça, seus aromas se transformam, passam das frutas negras para o couro.

De acordo com França, o Casa Filgueira Tannat, exige um acompanhamento para degustá-lo, uma comida, de preferência gordurosa e fibrosa.

Nossa Análise

Quem já comeu banana verde ou manga verde sabe que essas frutas costumam “agarrar” ou “amarrar” a boca, dando uma sensação de “inchaço” nos lábios, nos cantos da boca e na língua. Assim também acontece com os vinhos da uva Tannat.

Aqueles que já experimentaram vinhos desta uva sabem bem disso. Quem não bebeu, é bom saber para não ser surpreendido e, dependendo do tipo paladar, frustrar-se. Isso acontece por causa dos taninos, componente da casca da uva que provoca essa “agarração”.

Há, certamente, Tannats mais robustos, ou agarradores, do que este uruguaio Casa Filgueira Tannat 2004. O vinho da mesma casa, porém na classificação Roble, do mesmo produtor, tem uma pegada mais forte, por exemplo.

Neste Casa Filgueira Tannat 2004, o tanino é acentuado, porém, "bastante fino". Talvez se passar por uma guarda de uns três anos dará mais uma “amaciada”, mas, por outro lado, deixaria de explorar a juventude do vinho e a característica mais marcante desta cepa. Portanto, nos parece mais interessante apreciá-lo ainda jovem.

No teste de olfato, procuramos aguardar a evolução no copo. O aroma de frutas, com o passar de 15 minutos, evoluiu para um pouco de couro. Na boca, o sabor é de frutas vermelhas, mas também com uma pitada de madeira, resultado da passagem por carvalho, mesmo que por pouco tempo.

A boa acidez resultou em salivação na boca, mostrando-se capaz de equilibrar a presença do tanino. Certamente também o vinho seria melhor explorado, ou degustado, se tivesse acompanhando uma carne grelhada, como uma picanha fatiada.

Harmonização

Churrasco
Risoto com bastante queijo

Onde Encontrar

Decanter
(11) 3074-5454 (São Paulo) ou (47) 3326-0111 (Blumenau)
www.decanter.com.br

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