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Prelúdio 2007 (Marco Danielle)

País: Brasil (Campos de Cima da Serra - Rio Grande do Sul)
Safra: 2007
Tipo: Tinto (70% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon e 10% Cabernet Franc)
Álcool: 12,70%
Temperatura de consumo: 16°C a 18°C
Preço: R$ 47,00

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

O Prelúdio, safra 2007, é o primeiro vinho elaborado por Marco Danielle a partir do  “Projeto Vinha Solo”, no qual as uvas são cultivadas na região de Campos de Cima da Serra, no nordeste do Rio Grande do Sul, onde há uma área de 20 hectares próprios e são cultivadas as cepas Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, que constituem o corte bordolês desse tinto.

Trata-se da primeira experiência do autor em produzir um exemplar em escala comercial para que mais apreciadores possam experimentar suas obras, até então marcadas pela elaboração de algo em torno de 2,5 mil garrafas por rótulo de cada uma das sete safras dos vinhos do “Projeto Tormentas”, no qual Danielle adquire as uvas dos vinhedos da vinícola boutique gaúcha Lídio Carraro, em Encruzilhada do Sul.

Alinhado aos princípios do “Projeto Tormentas”, a elaboração do Prelúdio teve a mínima intervenção na natureza, nenhum aditivo, uso reduzido do conservante SO2 (apenas no mosto), e com cada vinha fornecendo menos de 2 quilos de uva “para transferir ao vinho maior expressividade”, segundo descreve o próprio autor.
 
Nasceram 17 mil garrafas do Prelúdio 2007, que, no processo de vinificação, contou com fermentação em tanques de aço inox no atelier de Marco Danielle, no município de Canela, onde os vinhos são elaborados.

Além disso, a colheita manual das uvas aconteceu quando os frutos atingiram “um ponto de maturação moderado”, conforme explica Danielle, e o desengace foi feito em máquina. A intenção do enólogo foi a de produzir um vinho com estilo europeu e com potencial de guarda por mais alguns anos. A temperatura de consumo deve ser entre 16°C e 18°C e, preferencialmente, a sugestão é servi-lo durante uma refeição que contenha pratos com carnes vermelhas e vegetais.

Análise Técnica

Para Sonia Denicol, representante do “Projeto Tormentas” e do novo “Projeto Vinha Solo”, do autor Marco Danielle, o Prelúdio 2007 é um tinto seco com perfil europeu, até por ser elaborado a partir de um corte bordolês, composto por 70% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon e 10% Cabernet Franc.

“Trata-se de um vinho bem seco, austero e elegante”, afirmou Sonia, em degustação realizada em março de 2009 na enoteca Saint vin Saint, em São Paulo.

Segundo ela, a coloração deste tinto nacional é vermelho rubi com reflexos violáceos e pouca transparência. Na análise visual, Sonia ainda destacou a limpidez e o brilho do exemplar nacional da região de Campos de Cima da Serra.

No olfato, a especialista destacou aromas de frutas vermelhas, notas cítricas e também notas terrosas, ou sous bois. “Ele ainda está um pouco fechado, mas os aromas aparecem e são muito agradáveis”, descreveu.

Na análise do vinho na boca, segundo a especialista, o Prelúdio apresentou um ataque de taninos ainda jovens, preencheu a boca e, depois do gole, seu final foi persistente.

Ela afirma que o Prelúdio é um vinho de guarda que pode ser aberto em alguns anos. A sugestão é para degustá-lo ao lado de pratos que contenham carne vermelha grelhada com legumes. A temperatura de consumo recomendada é entre 16°C e 18°C.

Nossa Análise

O Prelúdio é um tinto seco elaborado com as três uvas emblemáticas de Bordeaux, na Franca: a Merlot, a Cabernet Sauvignon e a Cabernet Franc. Por isso, é chamado de vinho de corte bordolês.

Sua cor é vermelho rubi intensa, com pouca transparência, brilhante e que mostra alguns reflexos violáceos que sugerem e confirmam sua pouca idade e sua recém saída do atelier do autor Marco Danielle, em Canela, no Rio Grande do Sul.

No olfato, o vinho não apresentou muita intensidade, porém estavam lá os aromas de frutas vermelhas e algo meio terroso que pode ser considerado um aroma conhecido como sous bois (uma mistura de terra úmida, cogumelos e folhas em decomposição encontrado nos bosques franceses).

Depois das percepções visuais e olfativas, o vinho tinto seco na boca se mostrou com muito bom corpo (sensação tátil do vinho na boca), uma acidez agradável (sensação refrescante nos lados da língua que provoca salivação) e taninos (substância adstringente, que amarra lábios e gengivas) presentes e não muito macios, que devem se tornar mais sutis ao amadurecerem mais alguns anos na garrafa.

Com persistência média (os aromas permaneceram pouco mais de seis segundos depois do gole), o Prelúdio pede uma comida para acompanhá-lo. A sugestão é para pratos que contenham carnes vermelhas grelhadas ao ponto acompanhadas de legumes, por exemplo.

Harmonização

Filet mignon com cogumelos
Carnes vermelhas com legumes

Onde Encontrar

Saint vin Saint
(11) 3846-0384 (São Paulo)
www.saintvinsaint.com.br

Projeto Tormentas

www.tormentas.com.br

Sonia Denicol
(11) 7135-1013 (São Paulo)
madamedovinho@terra.com.br

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