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Códice 2004 (Dominio de Eguren)

País: Espanha (Castilla - La Mancha)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (100% Tempranillo)
Álcool: 13,50%
Temperatura de consumo: 16ºC a 18ºC
Preço: R$ 48,00

 
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Apresentação

Desde 1870, a família Eguren produz vinhos em Castilla La Mancha, uma Denominação de Origem instituída em 1966 e caracterizada, no passado, como uma zona de vinhos medianos, mas que, recentemente, ao combinar fortes investimentos em tecnologia com melhores práticas de vitivinicultura, evoluiu de maneira significativa a qualidade de seus exemplares. E o Códice é um excelente exemplo dessa qualidade.

Tinto seco, foi produzido com 100% de uvas Tempranillo, estagiou por seis meses em aço inox e outros seis meses em barricas novas de carvalho francês e americano, o que o classifica como “semi-crianza”.

As uvas são cultivadas nos solos de boa qualidade, em altitudes que oscilam de 500 metros a 650 metros acima do nível do mar, influenciadas pelo clima seco e quente, durante o verão, e inverno glacial. Boa parcela das vinhas da Dominio de Eguren datam de mais de 200 anos, rendendo bons frutos e conferindo ao Códice uma excepcional complexidade. A obra é assinada pelo enólogo Marcos Eguren, um dos mais respeitados da Espanha.

Em 2004, a safra foi considerada de ótima qualidade, segundo especialistas espanhóis e profissionais da própria vinícola. Entretanto, já não é tão fácil encontrá-la no mercado brasileiro. A safra mais recente, de 2006, teria comportamento muito parecido, segundo a importadora Península, responsável por trazer o vinho ao Brasil.

De toda forma, a safra 2004, bem como a 2006, suportam facilmente uma guarda de cinco a seis anos, embora, como um tinto jovem, talvez seja interessante o Códice ser bebido o quanto antes. A temperatura de serviço é de 16ºC a 18ºC.

Análise Técnica

Produtor de grandes vinhos, tradicional, o Dominio de Eguren mostra sua “estirpe” nesse Códice, opina o diretor da Península Importadora, Juan José Suarez Rodriguez. “O que encanta no Códice é que ele é fácil de beber, não tem aquela marcação mais presente e oferece um bom equilíbrio”, assinala Rodriguez. “Desce bem”, acrescenta.

A coloração do tinto é jovem, de um semi-crianza com seis meses de passagem no carvalho, rubi, “um vermelho bem vivo”. Nos aromas, o exemplar indica, de acordo com o especialista, notas que também remetem à madeira, “como qualquer grande vinho com expressão da madeira”, combinado com frutas vermelhas e negras. “Há nuanças aportadas pela madeira, de tostados, embora essa não seja propriamente a praia do Códice”, observa.

Segundo ele, o terroir diferente e o jeito diferente de produzir vinho se refletem nas características desse produto. “Possui muita mineralidade, porque suas vinhas não são novas e sua evolução vai para o tostado e especiarias”, adiciona.

Rodriguez comenta que a intenção do enólogo Marcos Eguren foi de reunir no Códice “nuanças de frutas, madeira e especiarias, mas que fosse fácil de beber”. “Tem um tanino bastante doce e uma boa graduação alcoólica, apesar de, para espanhóis, 13,5% ser um volume de álcool baixo e a madeira arredondou bem o vinho”, pontua. “É ótimo para um bate-papo no fim do dia, sem compromisso, ou uma entrada ou acompanhamento de refeição”, recomenda.

Nossa Análise

Embora já com alguma fama no mercado brasileiro, o Códice ainda pode ser considerado um “grande achado”, de excelente relação qualidade e preço. A Espanha é sempre um bom local para se garimpar essas oportunidades.

De visual rubi intenso, quase sem passagem de luz quando posicionado contra a lâmpada, apresenta ainda reflexos vermelhos, brilhante e límpido.

Os odores complexos e de grande intensidade rementem a um toque fino e elegante, com presença de frutas vermelhas, sobretudo de cereja, combinado com frutas negras, algo de amora. Mas há também sinais de adocicado, remetendo a geléia, baunilha e um toque de especiarias, sinal da passagem pelas barricas de carvalho para afinamento.

No paladar, o tinto seco confirmou sua elegância, apresentando-se no meio da boca, com um corpo (sensação tátil na boca) médio, porém com bom volume, apesar de ser um vinho jovem. Confirmou o sabor de frutas vermelhas e negras, com tostados, após o gole. A acidez (provocadora de salivação e que traz sensação “fria”) é ótima, muito bem combinada com o álcool e o tanino (substância adstringente, que comprime gengiva). O tanino, por sinal, é quase imperceptível, ou “doce”, como chamam os especialistas. Depois de alguns minutos na taça, evoluiu para toques herbáceos e, em seguida, reforçou tostados, lembrando levemente a café.

Fácil de beber, não pede necessariamente acompanhamento gastronômico. Mas casou maravilhosamente bem com uma pizza de abobrinha com parmesão. Versátil, tende a agradar ao paladar feminino, sendo uma boa opção para um jantar romântico.

Harmonização

Embutidos
Paella
Carnes vermelhas
Legumes
Pizza de abobrinha com parmesão

Onde Encontrar

Península Importadora

(11) 3822-3986 (São Paulo) ou (21) 3529-8983 (Rio de Janeiro)
www.peninsula1.com

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