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Don Nicanor Malbec (Bodegas Nieto Senetiner)

País: Argentina (Agrelo e Vistalba - Luján de Cuyo – Mendoza)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (100% Malbec)
Álcool: 14,50%
Temperatura de consumo: 16ºC a 17ºC
Preço: R$ 63,00

 
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Apresentação

Luján de Cuyo, em Mendoza, acolhe a principal região de cultivo da Malbec. Ali nasce este Don Nicanor Malbec, um dos principais vinhos da Bodegas Nieto Senetiner e destacado entre os produzidos a partir da emblemática cepa argentina.

Mendoza conta com vinhedos posicionados entre 650 e mil metros acima do nível do mar, sofrendo influências das correntes frias, além de intensa insolação. A água dos rios Mendoza e Tunuyán é utilizada em sistemas de irrigação. E os solos se misturam entre pedregosos, em algumas áreas argilosos e em outras arenosos. Todo esse ecossistema complexo e único favorece a criação de grandes vinhos.

O nome Don Nicanor é uma homenagem ao fundador da vinícola, imigrante italiano, que instalou, em 1888, a Nieto Senetiner na região. O exemplar é produzido em pequena escala, com aproximadamente 6 mil quilos por hectare, algo equivalente a 5 cachos de uva por planta de vinhedos com cerca de 45 anos de idade, o que resulta em grande concentração.

Após a colheita, prensagem e fermentação, o vinho segue para afinamento em barricas de carvalho francês, de primeiro uso, por um período de 18 meses. Engarrafado,  segue para comercialização imediata.

O ano de 2004 proporcionou uma das melhores safras da Argentina e este vinho conta com um boa longevidade, podendo ser mantido guardado, em condições adequadas, até 2015. Por outro lado, está pronto para consumo imediato. Deve ser servido com temperatura entre 16ºC e 17ºC e pede, necessariamente, um acompanhamento gastronômico, como carnes vermelhas ou massas de molhos picantes.

Análise Técnica

Ronaldo Chagas, sommelier da Casa Flora, responsável pela importação deste Don Nicanor Malbec, da Bodegas Nieto Senetiner, afirma ser este um “vinho de guarda”. “Foi feito para guardar, evoluir, em um período de 10 anos, embora não perca suas características de um vinho do Novo Mundo, muito frutado, jovial e, portanto, pronto para ser consumido imediatamente”, relata.

Segundo ele, a concentração de extrato da uva, o corpo do vinho, é o ponto alto e marcante do Don Nicanor Malbec. A coloração é de rubi escuro, com reflexos violáceos.

“Os aspectos olfativos e gustativos remetem a frutas negras, especiarias e gelatinas. É levemente tânico, de muita massa sólida e, logo, encorpado”, descreve. “Também há muito álcool, de 14,5%, o que o torna ainda mais poderoso”, acrescenta.

O especialista relata ainda a intensa influência que a passagem, por 18 meses, em barricas de carvalho francês de primeiro uso trouxe ao vinho. “Há muita presença de amadeirado, com um ótimo refinamento, e um intenso e persistente retrogosto”, pontua. “Recomendo ser servido acompanhando uma carne vermelha, de qualquer tipo e preparo, pois essa é a melhor harmonização. Vai dar certo com um risoto ao funghi, ou com uma massa com molho apimentado, mas, com carne, é imbatível”, enfatiza.

Nossa Análise

No rol de vinhos com preço até R$ 80, o argentino Don Nicanor Malbec se destaca. Dificilmente quem gosta de tintos secos mais encorpados (sensação tátil na boca), de maior concentração, não vai se encantar.

O exemplar tem coloração rubi profunda, quase sem passagem de luz quando a taça é posicionada frente à luz. Mostra também reflexos violáceos, limpidez e brilho.

Seus odores são típicos da uva Malbec: frutas como cereja e ameixa, algo também de uva passa e compota de fruta. Oferece boa complexidade, revelando também aromas de baunilha, tostados, chocolate amargo, cravo e balsâmico.

Na boca, aparece na ponta da língua, com uma ponta fria, remetendo à acidez (sensação refrescante e provocadora de salivação). À primeira vista, parece até meio “pesadão”, exatamente por conta de seu extrato concentrado e o álcool, de 14,5%, marcante. Mas prevalece a elegância, confirmando sabores de ameixa, uva passa e cacau, outra nota típica da Malbec, com toques levemente salgados.

Tanto no olfato como no paladar, também é facilmente perceptível a presença de madeira, resultado da passagem por 18 meses em barricas de carvalho. O tanino, substância adstringente, que comprime lábios e gengivas, é quase imperceptível, ou “doce”, como chamam os especialistas. Depois do gole, mantém um longo retrogosto, sabor de tostado, por mais de 8 segundos.

A safra 2004 está pronta para consumo, embora deva evoluir, pelo menos, até 2014 ou 2015. O Don Nicanor Malbec pede, necessariamente, um prato para escoltá-lo e a melhor alternativa é uma caça ou carnes vermelhas grelhadas. A temperatura de consumo é de 16ºC a 17ºC.

Harmonização

Carnes vermelhas
Caças
Massas com molhos picantes
Risoto ao funghi
Queijos duros e fortes

Onde Encontrar

Casa Flora
www.casaflora.com.br
(11) 3327-5199 (São Paulo)

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