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Taipa Rosé 2008 (Vinícola Pericó)

País: Brasil (Pericó Valley – São Joaquim – SC)
Safra: 2008
Tipo: Rosé (60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot)
Álcool: 13,00%
Temperatura de consumo: 5ºC a 8ºC
Preço: R$ 40,00

 
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Apresentação

A Vinícola Pericó é um dos projetos mais novos da vitivinicultura brasileira. Liderado por Wandér Weege, enófilo e administrador da Malwee Malhas, a empreitada começou em 2002, quando, no final do ano, Wandér adquiriu terras em São Joaquim, em Santa Catarina, região brasileira famosa por nevar. A localidade, situada à 1,3 mil metros de altitude acima do nível do mar, é caracterizada por dias ensolarados, porém de baixa temperatura e noites frias.

Ali, com consultoria internacional, teve início o preparo das terras por um período de dois anos e, posteriormente, foram plantadas videiras de matrizes francesas das cepas Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc.

O Taipa Rosé é o primeiro vinho elaborado pela Pericó, resultado de um corte de 60% de Cabernet Sauvignon e 40% de Merlot. A enologia seguiu técnicas de produção para elaborar um rosé de qualidade, não pelo método de sangria, mas mantendo a maceração até atingir a cor desejada. Buscava, com o clima frio e os dias ensolarados, a maturação perfeita das cepas sem perder o frescor trazido pelos ventos gelados.

Segundo o enólogo Jefferson Sancineto Nunes, responsável pelo Taipa Rosé, as uvas usadas contavam com elevado grau de concentração, já que, por videira, são extraídos menos de 1,5 kg, um dos menores índices de fabricação de vinhos em todo planeta. Antes de ser engarrafado, após filtragem, o vinho estagiou por 28 dias em barricas de carvalho francês de primeiro uso.

A produção é extremamente baixa, de apenas 4,6 mil garrafas na safra 2008. Um vinho rosé seco, fino, pronto para consumo em temperatura de 5ºC a 8ºC, e que vai bem com acompanhamento gastronômico.

Análise Técnica

Para “construir” o Taipa Rosé, o enólogo Jefferson Sancineto Nunes e o enófilo e empresário Wandér Weege, proprietário da Pericó, avaliaram uma série de exemplares rosés de diversos países produtores e identificaram quais características gostaram de obter no vinho. Diante desses critérios, conta Nunes, iniciaram o processo combinando a melhor tecnologia com excelentes práticas de vitivinicultura.

“A coloração é rosa, não de casca de cebola, mas mais clara”, descreve o enólogo. “Buscamos algo mais light, brilhante e elegante”, acrescenta.

Nos aromas, ele destaca o aspecto floral, de rosas, combinado com frutas vermelhas e uma leve presença de baunilha, resultado da passagem pelo carvalho francês. “Usamos biotecnologia, com uma levedura específica para gerar o aroma de rosas”, explica o especialista.

Ao avaliar os aspectos gustativos, Nunes relata que o “ataque inicial é doce”, mas, de 30 a 40 segundos depois, surge a delicadeza da baunilha e um tostado de café expresso bem passado. Merece atenção, de acordo com o especialista, o frescor e a acidez integrados à elegância.

“É um vinho gastronômico, que pede um acompanhamento. Não é um desses rosés de happy hour, porque, para quem presta atenção em detalhes, terá alguns nós na cabeça com a complexidade e prazer desse vinho”, observa.

Nossa Análise

A novidade que chega da terra da neve, São Joaquim, em Santa Catarina, produzida pela Vinícola Pericó, agrada bastante. O Taipa Rosé se mostra jovial e elegante, com coloração de vermelho salmão, límpido e brilhante.

Os aromas remetem a um vinho jovem e de boa intensidade, remetendo a frutas vermelhas (morango, framboesa e cereja) e fortemente floral, lembrando a rosa. O odor levemente doce, combina toques de baunilha e uma leve presença cítrica, ao final.

A complexidade aromática também se confirma em sabores no paladar. Na boca, inicialmente doce, em segundos o vinho mostra-se seco e delicado, confirmando os sabores frutados e uma interessante acidez, provocadora de salivação não muito intensa, mas demasiadamente agradável. Nada explosivo na boca, sua leveza desperta a vontade de continuar sendo bebido, apresentando uma leve ponta cítrica e boa integração com o álcool, de 13%.

Um vinho refinado e prazeroso, pronto para o consumo. Depois do gole, mostrou-se ligeiro, com persistência de 2 a 3 segundos, porém mantendo a sensação refrescante e a salivação.

Merece um prato a acompanhá-lo, como um salmão, carne de avestruz, marreco, bem como culinária japonesa e oriental. Deve ser servido com temperatura entre 5ºC e 8ºC.

Harmonização

Salmão
Avestruz
Marreco
Antipastos
Peixes em geral
Camarão
Crustáceos
Culinária japonesa e oriental

Onde Encontrar

Cantina Matterello
(11) 3813-0452 (São Paulo)
www.matterello.com.br

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