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Cobos Bramare Cabernet Sauvignon (Viña Cobos)

País: Argentina (Luján de Cuyo - Mendoza)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (100% Cabernet Sauvignon)
Álcool: 15,20%
Temperatura de consumo: 16ºC e 18ºC
Preço: R$ 183,00

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

O Cobos Bramare Cabernet Sauvignon faz parte da segunda linha mais importante de vinhos elaborados pela argentina Viña Cobos, que tem como sócios Luis Barraud, Andréa Marchiori e o renomado enólogo californiano Paul Hobbs.

Foi elaborado exclusivamente com uvas dos vinhedos Marchiori, parcela nobre situada em Perdriel, localidade de Luján de Cuyo, em Mendoza, com vinhas plantadas de 40 a 60 anos e posicionadas a 980 metros acima do nível do mar, sobre solo pedregoso e sob influência de boa amplitude térmica de dias e noites, que garante uma excelente maturação das frutas.

São aproximadamente 45 hectares no total de plantações da branca Chardonnay e das tintas Malbec e Cabernet Sauvignon nos vinhedos da família Marchiori, considerado um dos melhores da região.

Este exemplar representa uma das últimas obras da linha Bramare (palavra italiana que significa “desejar” ou “morrer de vontade”) que a Viña Cobos utilizou apenas as uvas desta parcela. Atualmente, a vinícola repartiu a linha, em Bramare MV (Marchiori Vineyard) e a Bramare Luján de Cuyo, esta última elaborada com uvas de fora da parcela mais nobre.

Para este Cobos Bramare Cabernet Sauvignon, a colheita se encerrou em 21 de abril de 2004 e o aproveitamento foi de 6 toneladas de uva por hectare. Durante o processo de vinificação, passou por 18 meses de barricas de carvalho (70% francês e 30% americano), sendo metade das barricas de primeiro uso, e foi engarrafado, sem filtração ou clarificação, em janeiro de 2006.

Importado ao Brasil pela Grand Cru, este tinto seco deve ser consumido entre 16ºC e 18ºC e merece acompanhar pratos elaborados com carnes vermelhas ou de caça com molho de funghi secchi, por exemplo, em ocasiões especiais. Recomenda-se a decantação por, pelo menos, uma hora antes do serviço.

Análise Técnica

Fabiano Aurélio, sommelier da Grand Cru, afirmou em degustação realizada em maio de 2009 que o Cobos Bramare Cabernet Sauvignon 2004 é um vinho diferenciado, com elegância e perfeição no final de boca.

De acordo com ele, nos aspectos visuais, o vinho apresentou coloração rubi intensa, com boa pigmentação e borda aquosa, denunciando estar pronto para ser consumido.

No nariz, o especialista destacou os aromas de especiarias, principalmente o de canela, exalados pelo exemplar pertencente à segunda melhor linha de produções da Viña Cobos, além dos cheiros que lembraram frutas vermelhas. Toques minerais e herbáceos também foram identificados por Aurélio. “Trata-se de um vinho com uma excelente complexidade de aromas, que normalmente não encontramos em Luján de Cuyo”, afirmou.

Na avaliação do vinho na boca, o sommelier evidenciou a sensação aveludada proporcionada por este Cobos Bramare Cabernet Sauvignon, um tinto seco, além dos taninos finos, que, na opinião do especialista, não são comuns em exemplares produzidos pelo Novo Mundo. “Também é um vinho de bom corpo, boa acidez, redondinho.”

Ainda persistente, o Cobos Bramare Cabernet Sauvignon 2004, segundo Aurélio, tem potencial para evoluir até 2011 na garrafa. A recomendação é para consumo entre 16ºC e 18ºC, acompanhando pratos bem elaborados, principalmente com carnes vermelhas.

O especialista da Grand Cru sugere a decantação do vinho por pelo menos uma hora antes do serviço, da mesma forma que foi degustado na importadora.

Nossa Análise

Das inúmeras opções de vinhos tintos secos produzidos em Mendoza, na Argentina, certamente na linha Bramare da Viña Cobos estão grandes exemplares, como este Cabernet Sauvignon 2004, pertencente à segunda melhor escala de vinhos da vinícola e produzido com frutos da parcela de vinhedos Marchiori, considerado um dos melhores de Luján de Cuyo.

Com coloração vermelho rubi bem intensa, seu aspecto visual já é para um vinho com certa evolução traduzida pelos reflexos ligeiramente atijolados (e não violáceos, que em tese denota a jovialidade do tinto) encontrados e que já está prontinho para ser saboreado entre 16ºC e 18ºC.

Aproximando a taça do nariz, em busca dos aromas, a vontade de saboreá-lo aumenta, em função da intensidade e das nuances deliciosas de especiarias, como canela, de frutas vermelhas e o toque de café que aparece depois de alguns minutos. São aromas preciosos caracterizadores da boa qualidade do vinho.

Na boca, completando os três sentidos trabalhados ao degustar um vinho, o Cobos Bramare Cabernet Sauvignon confirma as expectativas de um tinto seco muito gostoso e prazeroso de ser bebido. A sensação aveludada na boca é bem perceptível, bem como os delicados taninos (substância adstringente que comprime lábios e gengivas) e o equilíbrio perfeito do álcool (de 15,20%) e a acidez (sensação refrescante que provoca salivação). Ainda um vinho de médio para encorpado (sensação tátil do vinho na boca), com persistência de mais de seis segundos. Pode ser a grande atração de uma refeição que contenha pratos bem elaborados com carne vermelha. Segundo à importadora, pode ser guardado até 2011.

Harmonização

Carnes vermelhas em geral
Carnes de caça assadas com molho de funghi
Massas com molhos encorpados de carne

Onde Encontrar

Grand Cru
(11) 3062-6388 (São Paulo)
www.grandcru.com.br

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