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Coroa D’Ouro Tinto 2004 (Poças)

País: Portugal (Douro)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca)
Álcool: 13,00%
Temperatura de consumo: 16ºC a 18ºC
Preço: R$ 47,00

 
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Apresentação

A região do Douro, em Portugal, sempre esteve intimamente ligada à elaboração dos famosos e tradicionais Vinhos do Porto (fortificados). Qualquer outro tipo de vinho produzido ali, salvo raríssimas exceções, era considerado um subproduto local de pouca qualidade. No entanto, já em pouco mais de uma década recente, em função do crescimento do mercado da bebida no Douro, muitas vinícolas locais, que até então elaboravam somente o vinho fortificado, decidiram diversificar e passaram também a produzir tintos e brancos na região demarcada.

Uma das pioneiras foi a Poças, que se utilizou da colheita de 1990 das uvas autóctones Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, que juntas com a Tinta Cão são as que compõem os vinhos do Porto, para a primeira safra deste Coroa D’Ouro Tinto. Nesse caso, como quase sempre acontece com os fortificados da mesma região, o produtor não informou qual a proporção de cada cepa foi utilizada para a elaboração do exemplar.

Ao enólogo Jorge Pintão, membro da quarta geração da família e recém-chegado de um mestrado pelo Instituto de Enologia de Bordeaux, na França, é atribuída a concretização deste projeto de criação dos vinhos de qualidade da região DOC (Denominação de Origem Controlada) do Douro pela Poças.

Atualmente, as vinhas que produzem as uvas para o Coroa D’Ouro Tinto têm de 10 a 20 anos de idade, sendo os frutos colhidos manualmente e transportados à vinícola em caixas de 30 kg de capacidade. Dentre as etapas do processo de elaboração, a temperatura é controlada na fermentação e o vinho estagia apenas em cubas de aço inox antes de ser engarrafado.

Trata-se de um tinto seco para ser apreciado no dia-a-dia, sem grande glamour, porém com prazer ao lado de pratos a base de carne vermelha assada, cabrito ou vitela. Vai bem também com queijos. Deve ser servido com temperatura entre 16ºC a 18ºC. MundoVinho experimentou este tinto em julho de 2009.

Análise Técnica

Para o gerente da loja de Moema da Grand Cru, em São Paulo, Carlos Eduardo Nogueira, este Coroa D’Ouro Tinto 2004 é um boa opção de escolha para um exemplar tinto seco do Douro, região demarcada de Portugal reconhecida pela produção de Vinhos do Porto.

“Mesmo oriundo da região-berço dos Vinhos do Porto, acredito que a Poças conseguiu elaborar uma bebida bem correta e de fácil apreciação por diferentes tipos de paladar”, afirmou o especialista em julho de 2009, durante degustação na loja da importadora.

Na avaliação visual deste tinto português, Nogueira destacou a cor vermelha rubi e os reflexos ainda violáceos, além da pouca transparência do vinho e a borda aquosa que sugere estar pronto para o consumo.

Sobre os aspectos olfativos, ele mencionou os aromas de frutas silvestres maduras que lembraram compota, além de marmelada. “Acredito que sejam esses os cheiros mais perceptíveis, até pelo fato deste tinto não ter passado pela madeira, o que fez destacar seus aromas frutados”, explicou.

Na boca, segundo o gerente da importadora, o vinho demonstrou corpo médio, maciez e equilíbrio, além de taninos leves e evoluídos. “O vinho também apresentou uma persistência satisfatória”, disse Nogueira, que indica pratos a base de carnes e de caça para acompanhar o Coroa D’Ouro Tinto 2004. “É um vinho voltado mais para o dia-a-dia.”

Seguindo a recomendação da própria vinícola produtora, Nogueira orienta o consumo deste tinto seco português com temperatura entre 16ºC a 18ºC.

Nossa Análise

O Coroa D’Ouro Tinto 2004 é um vinho português elaborado com as uvas autóctones da região demarcada do Douro utilizadas para a produção dos tradicionais Vinhos do Porto. No entanto, não se trata de um vinho fortificado, e sim de um tinto seco tranquilo indicado para consumo durante as refeições do dia-a-dia, basicamente com pratos de carnes assadas, sendo que ele também vai bem se bebericado acompanhando queijos diversos.

Fácil de beber, sem praticamente alguma adstringência, ele é um vinho simples e correto, e a safra 2004, avaliada por MundoVinho, está pronta para ter sua rolha sacada, para agradar o paladar de quem o provar.

Com coloração límpida e brilhante vermelho rubi, com alguns reflexos violáceos, ele apresentou boa intensidade de aromas de frutas vermelhas maduras, algo de compota, bem predominante em relação a qualquer outra lembrança de cheiro.

Na boca, houve a confirmação de se tratar de um vinho tinto seco, de corpo médio e uma acidez (sensação de frescor que provoca salivação) bem equilibrada aos 13% de álcool. Seus taninos (substância adstringente, a comprimir as gengivas) se mostraram evoluídos, ou leves, e quase que imperceptíveis, caracterizando certa maciez do exemplar e colaborando para a facilidade em bebê-lo, já que taninos excessivos são, de certa forma, desconfortáveis ao “amarrarem” lábios e gengivas.

Praticamente sem amargor no final, o Coroa D’Ouro Tinto 2004 ainda foi lembrado por até seis segundos depois do gole, ou seja, apresentou persistência média de aromas. Deve ser servido entre 16ºC e 18ºC.

Harmonização

Carnes vermelhas assadas com temperos fortes
Carne de cabrito
Vitela
Queijos

Onde Encontrar

Grand Cru
(11) 3624-5819 ou (11) 3062-6388 (São Paulo - SP)
www.grandcru.com.br

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