Vinho
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Quinta de Valle Longo Reserva (Quinta de Valle Longo - Vallegre)

País: Portugal (Cima Corgo - Douro)
Safra: 2005
Tipo: Tinto (Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz)
Álcool: 13,50%
Temperatura de consumo: 15ºC a 17ºC
Preço: R$ 100,00

 
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Apresentação

A Vallegre é um dos nomes mais importantes na produção vinhos do Douro, em Portugal. Sobretudo dos Vinhos do Porto, fortificados. A empresa está na região desde o século XIX, e atualmente é liderada por sua quinta geração, sendo que a Quinta de Valle Longo é uma das propriedades da Vallegre.

Com apenas 10 hectares, situada na margem esquerda do Rio Douro, na sub-região de Cima Corgo, a propriedade consome todas as cepas cultivadas na localidade para produzir, exclusivamente, o Quinta de Valle Longo Reserva.

Além de ser um dos mais lindos cartões-postais do universo da vinicultura, o Douro se caracteriza por seus vinhedos cultivados nas encostas cortadas pelos rios, sobretudo o Rio Douro. A terra conta com grande concentração de xisto e caucária, com forte presença de rochas, o que obrigou os agricultores locais a destruir as rochas com o uso de dinamites.

As encostas também protegem os vinhedos das excessivas correntes marinhas advindas do Atlântico. Compõem esse exemplar as cepas Touriga Nacional – rainha do Douro –, Touriga Franca e Tinta Roriz, em proporções não informadas pela Vallegre, todas também utilizadas na produção de Vinhos do Porto. A safra 2005 contou com produção de 9.096 garrafas, segundo a Vallegre.

Após a colheita manual e prensagem, o tinto seco estagiou por 12 meses em carvalho português, foi engarrafado sem passar por filtragem e permaneceu por 24 meses armazenado em garrafa antes de ser expedido ao mercado.  O fabricante e a importadora Malbec do Brasil recomendam que o Quinta de Valle Longo seja decantado antes de ser servido, para evitar que borras de vinhos entrem na taça.

Conforme os guias publicados em Portugal, a safra 2005 é considera de muito boa a excepcional. MundoVinho avaliou o exemplar em agosto de 2009 e entende ser uma safra “muito boa”. Ainda de acordo com o produtor, a safra 2005 tende a evoluir até 2015, se mantido sob guarda adequada. Deve ser servido com temperatura de 15ºC a 17ºC e deve, necessariamente, acompanhar uma comida ao ser servido, como pernil de cordeiro.

Análise Técnica

Acácio Ferreira, gerente da importadora Malbec do Brasil, responsável por trazer o Quinta de Valle Longo, destaca o perfil gastronômico do exemplar do Douro, de Portugal. “É um vinho carnudo, tânico, que pede harmonização a base de pratos mais robustos, como um pernil de cordeiro”, afirma.

Segundo o especialista, o tinto seco se destaca por sua robustez, por não passar pelo processo de filtragem. “Pode ser que, ao ser servido, surjam borras pelo fato de não ter ocorrido a filtragem. Por isso, é bom decantar o vinho antes de servi-lo”, recomenda.

Ferreira avalia que a coloração do exemplar é de um violáceo extremamente profundo e que na boca e nos aromas surgem a tipicidade das uvas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, especialmente de caráter frutado.

“É um vinho de boa estrutura, de corpo muito bom, com destaque para seu aspecto tânico e boa acidez”, relata. “Além disso, apesar da rusticidade, é um vinho típico de Velho Mundo, com elegância e ótima personalidade”, adiciona.

Na opinião do especialista, o exemplar é também uma ótima opção para presentear alguém que se gosta.

Nossa Análise

O Valle de Longo Reserva remete aos vinhos do Velho Mundo mais robustos. É uma espécie de volta ao passado, em um vinho sem muito refino, mas com uma presença marcante, algumas vezes difícil de ser identifidada num universo que cada vez mais caminha para a padronização dos vinhos.

Tem uma coloração violácea profunda, sem passagem de luz quando submetido ao fundo branco ou contra a lâmpada. Embora não tenha sido filtrado, o exemplar avaliado por MundoVinho não apresentou borras, mas revelou sua rusticidade na boca.

A safra 2005 é muito boa, embora tenha espaço para evoluir. Está para o consumo e muito bem integrada. Os aromas identificados no tinto seco foram de amora e ameixa, combinadas com cravo, canela e baunilha, aromas marcantes aportados pelo carvalho português

Na boca, a integração se confirma, embora seja mais destacável a “pegada”, a saber, o tanino. A substância comprime lábios e gengivas, como banana ou manga verde, deixando a boca “amarrada”. Tem também uma presença de frescor e a acidez, provocadora de salivação. O álcool, de 13,5%, não se nota.

O tinto seco não tem, no paladar, a apresentação elegante encontrada nos vinhos do Velho Mundo. Sua robustez, porém, encanta, exatamente pelo fato de ser o Valle de Longo Reserva um vinho diferente dos produzidos hoje no Douro, nesse caso mais preocupado com sua complexidade e sabores do que a uma padronização repetitiva.

Após o gole, a persistência é média, até quatro segundos, deixando um retrogosto levemente salgado, lembrando a pedra lascada, provavelmente resultado do xisto e caucária provenientes das terras do Douro.

É um vinho para ser acompanhado com comida. Assados de carne vermelha certamente encantarão ao escoltá-lo. Pratos como costela suína e pernil de cordeiro também crescerão ao acompanhá-lo. A relação qualidade e preço é levemente desequilibrada e poderia ser um vinho um pouco mais barato, mas isso se justifica pela baixa escala de fabricação.

Harmonização

Pernil de cordeiro ao forno com legumes
Carnes vermelhas assadas
Massas com molho vermelho, sem muitos condimentos

Onde Encontrar

Malbec do Brasil
(11) 3274-1360 (São Paulo)

www.malbecdobrasil.com.br

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