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Breg Anfora 2004 (Azienda Gravner)

País: Itália (Friuli)
Safra: 2004
Tipo: Branco (Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Grigio e Riesling Itálico)
Álcool: 12,00%
Temperatura de consumo: 15ºC a 16ºC
Preço: R$ 450,00

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

Josko Gravner é um produtor camponês proprietário da Azienda Gravner de Friuli, no nordeste da Itália, que, após experimentar as técnicas modernas de vinificação, incluindo controle de temperatura e utilização de tanques de aço inox, as abandonou e resolveu voltar às formas com que os romanos faziam vinho dois mil anos atrás, sendo o uso de ânforas a mais inusitada. A “volta ao começo” aconteceu a partir da safra de 2001.

As ânforas de terracota são escolhidas pessoalmente pelo próprio Gravner e chegaram a sua azienda no ano 2000. Hoje são mais de 30 delas enterradas na vinícola.

Nelas, os vinhos do corte do Breg Anfora maceram e fermentam com cascas e sementes por sete meses, sem controle de temperatura ou adição de leveduras, sem praticamente nenhuma intervenção humana. Em seguida, seguem para os tonéis de carvalho eslovenos, permanecendo ali de dois a quatro anos, a depender do comportamento da safra. É elaborado do blend, com porcentagens não divulgadas, das cepas Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Grigio e Riesling Itálico. Por mais alguns meses o vinho descansa engarrafado na vinícola antes da comercialização.

O resultado final é um branco seco bem diferente, mais escuro do que a grande maioria, e com a presença de taninos na boca. Cerca de 9 mil garrafas de 750 ml são produzidas por safra, sendo mais ou menos 180 importadas anualmente ao Brasil pela Zahil.

“É um vinho totalmente fora do padrão convencional do mercado”, afirma o sommelier da Zahil, Bernardo Silveira, que ainda ressalta ser este Breg Anfora um vinho indicado para conhecedores. “O Breg Anfora tem estrutura de tinto e pede uma comida para equilibrá-lo.” Até sua garrafa é de vidro escuro, como nos tintos, e sugere guarda por anos a fio, em condições adequadas, segundo o especialista.

Em função de suas particularidades, o Breg Anfora deve ser servido em temperatura mais elevada, entre 15ºC e 16ºC, acompanhado de comida. MundoVinho experimentou a safra 2004 em agosto de 2009, na época de seu lançamento.

Análise Técnica

“É um vinho totalmente fora do padrão convencional do mercado.”  Assim, o sommelier Bernardo Silveira, da Zahil, definiu o Breg Anfora 2004. Ele “tem estrutura de tinto e pede uma comida para equilibrá-lo”, ressalta o especialista, que sugere saladas, carnes de coelho e javali, fígado (e foie gras), peixe ao forno, bacalhau assado e até alcachofra como opções interessantes de alimentos que harmonizam com esta obra da Azienda Gravner.

Na avaliação visual do vinho, Silveira já destacou sua peculiaridade, mencionando a coloração cobre dourada, sendo a pigmentação transferida pela Pinot Grigio, até por conta dos sete meses em contato com as cascas e sementes das uvas. “Quando digo que esse vinho não é para iniciantes, posso justificar até pela cor, pois uma pessoa que não conhece poderia dizer que ele está defeituoso”, explica.

A intensidade de aromas de compota de frutas brancas como damasco e marmelo foi mencionada pelo especialista, bem como cheiros de erva de cozinha e tomilho, além de um toque floral. “Ele ainda evolui na taça e seus aromas mudam”, alerta Bernardo.

Na boca, o inusitado é a presença fina dos taninos, pouco usual entre brancos, que também se justifica pelo longo período em que o vinho ficou em contato com as cascas. “É um vinho seco, cheio, com bastante volume e refrescante, com a acidez não muito alta”, disse, que teve tempo de classificar de média para alta a persistência do Breg Anfora 2004.

Na opinião do sommelier, este exemplar pode ser guardado por muitos anos e deve ser servido com temperatura entre 15ºC e 16ºC.

Nossa Análise

Principalmente pelo fato deste vinho ter ficado um longo período em contato com as cascas e sementes durante a fermentação, a classificação de um exemplar branco seco fora dos padrões convencionais lhe cai bem. Sua coloração é mais escura, há presença de taninos (substância adstringente que amarra lábios e gengivas) na boca e a temperatura de consumo é entre 15ºC e 16ºC, sem ser gelado (como normalmente os brancos exigem o serviço), em linha com as temperaturas de serviço dos tintos.

Trata-se de um vinho com a estrutura de um tinto (pela presença de taninos) e, por isso, deve ser degustado ao lado de comida, como saladas, carnes de coelho e javali, fígado (e foie gras), peixe ao forno e bacalhau assado. Não é indicado para acompanhar frutos do mar, por exemplo, rompendo outro paradigma dos brancos.

Sua cor é um cobre dourado, bem mais escuro que a maioria dos brancos e ele possui muito boa intensidade de aromas, com a impressão doce no nariz, de frutas brancas compotadas, além de toques de ervas e de flores.

Na boca, o destaque são os taninos, presentes, porém leves (finos), e a confirmação dos aromas. Um vinho quase encorpado (sensação de peso do vinho na língua) com muito boa persistência depois do gole e também levemente refrescante.

Temos de concordar que um iniciante poderia se “assustar” com o Breg Anfora, sendo necessário alguns pré-requisitos para entender suas características. Pode ser guardado por anos a fio, desde que em condições adequadas.

Harmonização

Legumes
Saladas
Carnes de caça como coelho e javali
Fígado e foie gras
Alcachofra
Bacalhau

Onde Encontrar

Zahil
(11) 5181-4460 ou 3071-2900 (São Paulo - SP)
www.zahil.com.br

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