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Pinot Noir 2007 (Framingham)

País: Nova Zelândia (Marlborough – Wairau Valley)
Safra: 2007
Tipo: Tinto (100% Pinot Noir)
Álcool: 14,00%
Temperatura de consumo: 16ºC a 18ºC
Preço: R$ 125,00

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

Marlborough, na Ilha do Sul da Nova Zelândia, região mais fria do país, teve sua indústria vinícola iniciada em meados de 1970, quando foram experimentadas as cepas brancas Chardonnay e Sauvignon Blanc, além das tintas Cabernet Sauvignon, Merlot e Pinot Noir.

O clima na Ilha do Sul sofre influência marítima, com ventos vindos dos Alpes do Sul, sendo ali o ar mais seco e as temperaturas mais baixas em relação à outra parte vinícola do país, a Ilha do Norte. Para se ter uma ideia das diferenças, a média de temperatura em janeiro na parte sul é de 18ºC, enquanto na parte norte chega a 23ºC, e o índice pluviométrico anual é de 810 mm e 1.240 mm, respectivamente.

Dentro desse contexto, a Framingham produz seus vinhos, incluindo este Pinot Noir, o único da vinícola 100% dessa tinta, resultado final de um blend de vários vinhos-base de baixa produção da mesma safra, oriundos de uvas colhidas manualmente de lavouras posicionadas em diferentes partes do Vale de Wairau, em Marlborough. De acordo com a vinícola, essa mistura de uvas de sítios distintos contribui para a complexidade e estrutura do vinho final.

Assim, o resultado é um Pinot Noir que fermentou em cubas de aço inox com temperaturas controladas e estagiou por 10 meses em barricas novas de carvalho francês antes de ser engarrafado e lacrado com tampa de rosca (screwcap).

Ao Brasil, ele chegou por meio da importação da Zahil, que lançou o rótulo no mercado nacional em agosto de 2009. “Trata-se de um típico Pinot Noir do Novo Mundo, fresco e frutado”, afirma o sommelier da Zahil, Bernardo Silveira.

O especialista acredita que a safra 2007 – classificada em guias internacionais como “muito boa” –, do Framingham Pinot Noir atingirá seu auge em 2011/2012, ganhando maior complexidade do que atualmente, se guardado em condições adequadas. Silveira recomenda consumo entre 16ºC e 18ºC, para acompanhar pratos à base de aves, carne suína, caça e carnes vermelhas macias. MundoVinho experimentou este tinto em agosto de 2009.

Análise Técnica

Para o sommelier da Zahil, Bernardo Silveira, o tinto da Framingham é um típico Pinot Noir do Novo Mundo: fresco, frutado e de alto nível.

Na avaliação visual, Silveira destacou sua coloração um pouco mais escura em relação aos tintos de uva franceses de Borgonha, um rubi com muitos traços violeta, borda grená e transparência própria de um Pinot Noir.

No olfato, o especialista comentou sobre a boa intensidade de aromas deste tinto da Nova Zelândia, principalmente de frutas frescas como framboesa, além de toque de cedro, e um floral que lembrou violeta. “São aromas frescos e na medida certa, a demonstrar muito boa complexidade, que deve melhorar em dois anos”, afirma.

Na boca, Silveira descreveu o Pinot Noir 2007 da Framingham como um vinho com bom volume, de corpo médio para encorpado, e saboroso. “Sinto uma fruta muito viva na boca. Morango, por exemplo”, apontou.

Seus taninos são delicados, segundo o sommelier, e a persistência, longa. Silveira sentiu um pequeno amargor no final. “É também um tinto seco refrescante, com acidez alta que provoca salivação e pede comida.”

A recomendação do sommelier é para acompanhamento com aves, carnes de caça, suína e vermelha macia. Deve ser consumido entre 16ºC e 18ºC.

Nossa Análise

Uma boa opção de tinto seco da uva Pinot Noir de fora da Borgonha (região francesa berço da cepa) é como MundoVinho se refere a este exemplar da vinícola Framingham, situada em Marlborough, na Ilha Sul da Nova Zelândia. Lá, a Pinot Noir, dentre outras uvas, se deram muito bem e dão origem a belas produções como essa da Framingham.

No visual, sua coloração rubi e reflexos violáceos combinada com a pouca transparência do líquido na taça já evidenciam se tratar de um Pinot Noir de qualidade. Da mesma forma, aproximando a taça do nariz, percebe-se aromas que lembram framboesa e violeta, também típicos em vinhos tintos elaborados com essa uva.

Além dos toques frutados e florais já mencionados, foi possível sentir cheiros aportados pelos 10 meses que o vinho estagiou em barricas novas de carvalho francês.

Na boca, sabores marcantes de frutas frescas, para um vinho seco quase encorpado (sensação tátil ou de peso), com taninos (substância que amarra lábios e gengivas) finos ou “doces”, e boa acidez, que provocou certa sensação de frescor e salivação nos cantos da língua, contrapondo os 14% de álcool. 

Sua persistência depois do gole foi de média para alta, e apresentou um quase imperceptível amargor no final, nada comprometedor ao conjunto da obra.

Vai muito bem como acompanhamento de um prato principal no jantar, contendo aves, carnes de caça, suína e vermelha macia, como filet mignon. Sua temperatura de consumo é entre 16ºC e 18ºC.

Harmonização

Aves
Carne suína
Carne de caça
Carnes vermelhas macias

Onde Encontrar

Zahil
(11) 3079-4849 (São Paulo - SP)
www.zahil.com.br

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