Vinho
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Neromoro Montepulciano d’Abruzzo Colline (Fattoria Bruno Nicodemi)

País: Itália (Abruzzo – Província de Teramo)
Safra: 2003
Tipo: Tinto (100% Montepulciano)
Álcool: 14,00%
Temperatura de consumo: 18ºC
Preço: R$ 201,30

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

Do lado oeste, Apeninos Centrais. Do leste, o Mar Adriático. O clima mediterrâneo e as terras de solo calcário e com presença de argila compõem a região de Abruzzo, a nova fronteira vinícola da Itália.

Ali, em vinhedos instalados em alturas de 250 metros a 300 metros acima do nível do mar, a família Nicodemi explora cerca de 38 hectares para a produção de duas uvas autóctones da região: Trebbianno d’Abruzzo (branca) e Montepulciano.

Dali são produzidas, todos os anos, apenas 6 mil garrafas deste Neromoro Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane DOCG. A seleção das uvas é feita ainda no vinhedo, por meio de colheita manual, e, depois, novamente na vinícola.

Depois do desengace, as uvas passam por fermentação controlada no inox, seguida por outra fermentação em barricas de carvalho francês, além de envelhecimento nessas mesmas barricas por um período de 16 a 18 meses.

Desse processo, resulta um vinho extremamente intenso, vermelho-rubi, com alta complexidade de aromas e sabores, cremoso e capaz de suportar uma guarda até 12 anos, segundo a Fattoria Nicodemi, fabricante do exemplar.

Deve ser servido a uma temperatura de 18ºC, com decantação recomendada pelo produtor, harmonizando bem com carnes como cabrito ou cordeiro.

Análise Técnica

“Cor púrpura, grande estrutura, muita maciez, taninos finos, aromas e sabores de pimenta fresca, zimbro, mirtilo e rosa escura.” Palavras do sommelier Guilherme Côrrea, da importadora Decanter, ao analisar este Neromoro Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane DOCG, safra 2003. “Um vinho todo nas alturas: álcool, acidez e tanino”, acrescentou, durante degustação realizada na Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), em São Paulo, em abril de 2007.

Para ele, o exemplar apresenta uma coloração bastante intensa, quase impenetrável, de cor púrpura, bem combinada com os aromas intensos de mirtilo (planta silvestre usada para a produção de blueberry), além de um lado floral, de rosa escura.

“Há também um lado de aroma animal, como quando a gente amassa um (inseto) ‘barbeiro’, exalando um cheiro desagradável”, relatou, na tentativa de descrever a complexidade demonstrada pelo vinho.

A cepa Montepulciano é comparável, de acordo com o especialista, à Syrah e Merlot, “se aproximando mais da Syrah”. “Nota-se na boca muita maciez”, apontou. “Mas não se engane com a maciez apenas, porque também há uma boa presença de tanino.”

O paladar confirma os aromas, acrescentando o zimbro (planta cujos frutos são utilizados na produção do gim), de acordo com Côrrea. “Tem uma persistência magnífica na boca”, ressaltou.

Nossa Análise

Logo de cara, ao primeiro olhar na taça, a coloração do Neromoro Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane DOCG se destaca. Um vinho muito encorpado. Tão encorpado que, ao colocar a taça na direção da luz, não foi possível ver a claridade do outro lado. É, portanto, um exemplar para quem gosta de bastante corpo e potência.

No nariz, essa potência já se mostra, com o primeiro odor sendo floral, puxado para rosa, mas também, quase simultaneamente, de frutas vermelhas, lembrando framboesa. Levemente, nota-se o carvalho, conferindo algumas notas de especiarias, mais para pimenta, e animal, algo como couro.

Mas é na boca que este vinho se revela grande e muito bem estruturado. Primeiro, porque a maciez sobrepõe a tudo, revelando um exemplar “aveludado”, preenchendo bem a boca, com viscosidade e com uma estrutura muito equilibrada.

Cremoso, revela algo mineral no paladar, uma pontinha salgada, algum amargor, e ao mesmo tempo um frescor admirável, predominando uma boa sensação de salivação na boca. Também em pouco tempo aguça a percepção de fruta fresca e especiarias, talvez uma lembrança de pimenta e açafrão.

Depois do gole, o sabor continua por um bom tempo na boca. A sensação é de “boca cheia”, bem preenchida, apesar de os taninos, a substância adstringente que provoca a sensação de “inchaço” da boca e dos lábios, passar despercebido, de tão fino e equilibrado o vinho.

Certamente, há um bom espaço para esse vinho evoluir ao longo dos anos na garrafa.

Harmonização

Cabrito estufado com tomates maduros, ervas e legumes aromáticos, finalizado com pimentões vermelhos assados
Lombinho de cordeiro ao molho de zimbro
Queijo pecorino curado com geléia de mirtilo

Onde Encontrar

Decanter
(11) 3074-5454 (São Paulo) ou (47) 3326-0111 (Blumenau)
www.decanter.com.br

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