Vinho
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Fallen Angel Sauvignon Blanc (Stonyridge Wines)

País: Nova Zelândia (Marlborough - Ilha Sul)
Safra: 2006
Tipo: Branco (100% Sauvignon Blanc)
Álcool: 13,00%
Temperatura de consumo: 11ºC a 12ºC
Preço: R$ 86,00

 
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Apresentação

Ao transformar, anos atrás, o “Larose” num vinho “cult”, o produtor neozelandês Stonyridge Wines ganhou notoriedade e mercado. Tanto mercado que a pequena ilha de Waiheke, onde está localizada a produção, se tornou insuficiente para a elaboração de novos vinhos. A saída foi partir para busca de parcerias com outros produtores, pequenos e de alto padrão.

Assim, nasceu a Fallen Angel, numa espécie de metáfora na qual um anjo (Stonyridge Wines) necessita do auxílio de outros (pequenos produtores) para voar. E, em cada parceria local, apenas um tipo de vinho é produzido.

O Fallen Angel Sauvignon Blanc, portanto, é elaborado na região de Marlborough, a cerca de 10 quilômetros do mar, com produção mínima, de cerca de 400 caixas por ano, algo em torno de 5 mil garrafas.

Curiosamente, por questões comerciais, a Stonyridge não informa quem é o anjo que a socorreu em Marlborough. Conta apenas que a vinificação é feita pelo método tradicional, permanecendo apenas em cubas de inox, e que o enólogo responsável é Stephen White.

As boas condições de clima e solo geram um vinho com boa acidez e excelente frescor, garantindo a juventude típica dos brancos da Nova Zelândia.

Admite uma guarda até três anos, embora não evolua na garrafa. Não custa observar que a garrafa não possui rolha, mas a tampa de rosca (scroll cap), uma característica crescente nos vinhos neozelandeses e australianos e que vem se disseminando mundialmente.

Análise Técnica

Tudo o que se pode esperar de um Sauvignon Blanc de qualidade da Nova Zelândia, este Fallen Angel oferece: aromas cítricos, notas de maracujá, acidez excepcional e refresco. A avaliação é do sommelier Orlando Pinto Rodrigues Júnior, da PREM1UM Wines, feita durante degustação do Fallen Angel Sauvignon Blanc 2006 durante a 11ª Expovinis, em São Paulo, em abril de 2007.

“Uma característica dos vinhos neozelandeses é o tempo de amadurecimento da fruta, muito lento, exposta a dias temperados e noites frias”, comentou, para reforçar as características principais do exemplar.

Segundo ele, merece destaque, ao primeiro contato no paladar, o meio e o fim de boca do vinho, podendo ser notado os sabores do céu da boca até o maxilar.

“Nota-se a pureza da fruta, numa confirmação das notas frutadas do olfato. Há também um belo frescor e uma acidez muito interessante”, comentou. “Talvez a Nova Zelândia seja o país do Novo Mundo em que sua produção mais se assemelhe em elegância e fineza ao Velho Mundo”, acrescentou.

Rodrigues Júnior enfatizou que o frescor é outro ponto importante do exemplar, muito equilibrado, além de contar com persistência “enorme e com fim de boca maravilhoso”. “É um vinho de corpo médio, sem grande estrutura, até porque é isso que as pessoas buscam de um neozelandês”, observou.

Nossa Análise

Intensidade e elegância são algumas das boas surpresas reservadas por este Fallen Angel Sauvignon Blanc 2006. A cor, um amarelo palha com leves toques de verde, brilhante, até se assemelha a outros Sauvignon Blanc do Novo Mundo. Mas não vai muito além disso.

Exemplares chilenos e argentinos desta uva costumam se mostrar com um baixo grau de acidez, a sensação de frescor agradável e que provoca salivação. Já neste neozelandês, acidez e frescor estão lá nas alturas, mostrando um equilíbrio muito bom e um vinho até sofisticado, mais elegante, quando comparado aos produzidos em outros lugares, exceção, claro, dos franceses.

No olfato, o exemplar revela muitas notas cítricas, impressionantemente frutado, e também até com uma pitada de maçã verde e toques de maracujá.

Já na boca, acontece uma explosão de frutas cítricas: limão, casca de laranja e toranja. É também nesta hora que surge uma excepcional acidez, provocando muita salivação, ao mesmo tempo em que o gosto do vinho se mantém na língua.

Teve também uma ponta de amargor, muito de leve, mas que recomendamos que você confirme na sua degustação. Isso porque o exemplar aparentava não estar na temperatura ideal de serviço, perto de 11ºC.

A marca que fica é da intensidade do vinho, do frescor, trazendo sensação refrescante, e muita fruta, num exemplar bem equilibrado e com a quantidade na medida de álcool (13%). Excelente para dias quentes.

Harmonização

Frutos do mar grelhados com azeite
Mexilhão simples, sem acompanhamento
Queijo de cabra

Onde Encontrar

PREM1UM
Telefone (31) 3282-1588 (Belo Horizonte) www.premiumwines.com.br

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