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Casa de Amaro Reserva Carmenère (Sulvin)

País: Brasil (Serra Gaúcha – Vinhos dos Altos Montes – Flores da Cunha)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (100% Carmenère)
Álcool: 13,20%
Temperatura de consumo: 16ºC a 18ºC
Preço: R$ 35,00

 
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Apresentação

Produzido em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, sub-região dos Vinhos dos Altos Montes, este Casa de Amaro Reserva Carmenère pertence à linha de vinhos premium da Vinícola Sulvin. O vinho é uma homenagem a Amaro Godinho que, ao lado da mulher, Tereza, iniciou, em 1923, a produção de vinhos em uma propriedade de São Roque, interior de São Paulo.

A "Casa de Amaro", o local de então para encontro entre amigos e familiares, foi homenageada com esta linha de produtos. Além do nome, estampa, no rótulo, o pioneiro da linhagem na vitivinicultura.

Por ano, são elaboradas apenas 1.140 garrafas deste Casa de Amaro Reserva Carmenère (degustamos a de número 623), extraídas de 16,5 hectares de vinhedos instalados na cidade de Ipê, também na Serra Gaúcha.

Os vinhedos estão posicionados na encosta da Serra, em altitude de 900 metros acima do nível do mar, expostos, assim, a amplitude térmica que garante a maturação da uva por um período mais longo e, ao mesmo tempo, provocando frescor no vinho. Além de Carmenère, são cultivadas ali as cepas Cabernet Sauvignon, Merlot, Sangiovese e Chardonnay.

Após a colheita e prensagem, o vinho passa por seis meses em barricas de carvalho francês e americano com até dois anos de uso. São três meses em carvalho francês e outros três em americano, para o “afinamento” do vinho – um prazo curto, para não comprometer o caráter jovem e frutado do exemplar.

A safra 2004 deve ser consumida, segundo a Sulvin, até o final de 2008, para garantir a juventude do vinho.

Análise Técnica

O enólogo Adans Reginato Boz, da Vinícola Sulvin, é o responsável técnico por este Casa de Amaro Reserva Carmenère. Por isso, cabe a ele próprio detalhar sua criação. “Nossa proposta foi de produzir um vinho o qual a pessoa toma e tem vontade de tomar de novo. Um vinho nem tão tânico, nem tão alcoólico, e extremamente agradável e prazeroso”, conta.

Ao avaliar o resultado da obra, Boz destaca, no exame visual, a cor “evoluída” do exemplar, com rubi intenso e brilhante. “A idéia central foi garantir aromas, sabores e uma estrutura equilibrada. Por isso, podemos assegurar, Casa de Amaro Reserva Carmenère não é um vinho que engana”, opina.

Nos aromas, afirma o especialista, a presença marcante de cassis, típico para a Carmenère. Também algo de especiarias, e frutas vermelhas.

“Um bom corpo e com ótima estrutura se revela na boca, confirmando os aromas”, descreve, ao reiterar a “entrega do prometido”. “Os taninos são doces e o vinho é fácil de tomar”, acrescenta.

O bom corpo, enfatiza o enólogo, resulta da poda das videiras, com concentração em poucos cachos, e também da passagem breve, de seis meses, por barricas de carvalho, sendo três meses em francês e outros três em americano. “Assim, apenas ajustamos o vinho no carvalho, sem interferir no caráter frutado e jovial”, justifica.

Deve ser consumido imediatamente, segundo o especialista. “A evolução da safra 2004 foi feita na garrafa e colocamos o Casa de Amaro Reserva Carmenère no mercado exatamente no momento ideal para o consumo. O auge se mantém até o final de 2008”, explica.

Nossa Análise

O Casa de Amaro Reserva Carmenère é desses vinhos capazes de romper com o paradigma de quem possa duvidar da qualidade dos vinhos brasileiros. Eis aqui um exemplar fino, elegante, e muito gostoso.

Com coloração de um rubi intenso e brilhante, muito correta, o vinho começa a se destacar com seus aromas. Nota-se um cheiro bom de frutas maduras, como cereja e amora, e um frescor muito jovem. É diferente dos vinhos chilenos da uva Carmenère, bastante caracterizados pelo carvalho e sabor de pimentão. Este tem um sabor mais frutado e o carvalho praticamente não é perceptível, no primeiro momento.

Ao iniciar a degustação, logo se nota, na boca, a confirmação do sabor do que antes era aroma. Mas o que surpreende mesmo é o comportamento do vinho na boca: muito sutil, equilibrado, marcando a ponta e o meio da língua. Não é, portanto, de encher a boca. A sensação, como muitos gostam de dizer, é de um vinho “leve”.

O tanino, a substância adstringente da casca da uva que “incha” lábios e gengiva, quase não aparece. É muito bem comportado, junto com o álcool. A acidez, substância que gera a salivação, é mais perceptível. A boca fica, rapidamente, cheia de água, numa sensação bastante agradável. Reforça essa sensação o frescor do vinho, refrescante, exacerbando a acidez.

Depois do gole, percebe-se que o Casa de Amaro é ligeiro, com o sabor se mantendo de dois a três segundos. Esse ponto negativo é compensado, imediatamente, pelo desejo de continuar bebendo o vinho. Após alguns minutos na taça, o carvalho começou a “aparecer”, com um leve gosto de madeira queimada.

Trata-se de um bom vinho para quem começa a se familiarizar com a bebida, como uma espécie de cartão-de-visita. É também um exemplar muito interessante para quem quer conhecer a evolução recente da vitivinicultura brasileira, ou ainda para acompanhar uma refeição cotidiana, como uma pizza ou um frango grelhado.

Harmonização

Queijo meia cura
Pizza
Filé de frango grelhado

Onde Encontrar

Imigrantes Bebidas
Avenida Miguel Stéfano, 2.096, Água Funda, São Paulo – SP
Telefone (11) 5058-2099
www.imigrantesbebidas.com.br

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