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Altas Quintas Crescendo Rosé (Altas Quintas)

País: Portugal (Alentejo – Município de Portalegre)
Safra: 2006
Tipo: Rosé (100% Aragonez)
Álcool: 13,50%
Temperatura de consumo: 12ºC
Preço: R$ 68,80

 
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Apresentação

Fabricar um vinho único e diferente de tudo aquilo que a região do Alentejo, em Portugal, está acostumada a fazer. Eis a proposta da vinícola Altas Quintas, uma das mais jovens daquele país, nascida apenas em 2002.

“Não queremos apenas ser mais um alentejano”, disse o enólogo Paulo Laureano, talvez o mais famoso e respeitado de Portugal, responsável pelos vinhos da Altas Quintas, durante apresentação dos vinhos em encontro na importadora Decanter, em São Paulo.

Quando se fala de Alentejo, logo lembramos dos vinhos robustos e com graduação alcoólica na casa de 15%, provocado pelas altas temperaturas, muito sol e clima desértico. Altas Quintas, como promete ser, tem uma grande diferença: os vinhedos são posicionados cerca de 600 metros acima do nível do mar, o que traz frescor e acidez aos vinhos ali produzidos.

No total, são 22 hectares de vinhas, com cultivo das cepas brancas Verdelho e Arinto e tintas Alicante Bouschet, Afroucheiro, Syrah, Trincadeira e Aragonez – essa última utilizada para a produção deste Altas Quintas Crescendo Rosé 2006.

Apenas 6 mil garrafas deste vinho são fabricadas por safra. As uvas são colhidas manualmente, passando por duplo processo de seleção: no vinhedo e na adega. A fermentação é feita em inox, com temperatura controlada entre 15ºC e 17ºC. Depois, o vinho permaneceu por mais cinco meses em barris de inox, de forma a manter o frescor e caráter frutado. Recomenda-se o  consumo até 2008.

Análise Técnica

Os vinhos rosés podem, perfeitamente, ser a expressão de um terroir e, por isso, este Altas Quintas Crescendo Rosé 2006 segue essa lógica. A explicação é do enólogo Paulo Laureano, um dos mais respeitados de Portugal, criador deste exemplar.

“Este não é um rosé feito a partir da sangria do tinto, nem tampouco proveniente de uvas que não serviam para nada. É um rosé que resulta da vinha, de um rigoroso sistema de qualidade”, anunciou o especialista, durante a apresentação do vinho em encontro na importadora Decanter, em São Paulo.

Ele destacou a cor salmão do exemplar, com toques rosados intensos e brilhantes. Nos aromas, atenção maior para notas de ameixa fresca, framboesa e também especiarias. “O ano de 2006 foi muito quente e algo das especiarias tem a ver com a maturação das uvas”, explicou.

O especialista também enfatizou que, embora tenha intenção de produzir um vinho “diferente”, o Altas Quintas Crescendo Rosé também mostra características dos vinhos alentejanos. “Na boca, encontramos Alentejo: um vinho muito macio, que traduz o clima alentejano, mas com a diferença de possuir frescor único, que não se encontra em todos os microclimas da região”. Ressaltou ainda o fato de a Aragonez contar com taninos “mais suaves, mais fáceis”, uma excelente base para um rosé.

Ao realçar a “acidez natural, não corrigida”, Laureano observou que é exatamente esta acidez que torna a “persistência longa e elegante” do vinho. “A elegância é algo que procuramos em nossos vinhos, uma característica do Velho Mundo”, salientou o enólogo.

Nossa Análise

Não é lá muito fã de vinhos rosés? Este Altas Quintas Crescendo Rosé 2006 pode ser capaz de mudar sua percepção sobre este tipo de vinho. Primeiro, por ser um exemplar “mais encorpado”, digamos assim, do que a média dos rosés: um salmão intenso, límpido e brilhante, encantador no olhar.

A intensidade dos cheiros também é marcante. Fácil de notar, por exemplo, um agradável perfume de framboesa, além de cereja fresca, como também uma ponta cítrica, algo de casca de limão. Ainda no olfato, marca o frescor, uma sensação de “frio”, refrescante, profundamente agradável.

Neste momento, a boca já saliva. Melhor ainda quando o Altas Quintas Crescendo Rosé chega até a boca. O sabor de framboesa é marcante, além de outras frutas vermelhas, bastante frutado e muito gostoso.

Os taninos, a substância adstringente que “incha” gengiva, bochecha e lábios, não aparecem, integrados ao álcool, também imperceptível.

Por conta da elevada acidez, a salivação não pára, sendo evidente a sensação refrescante e o desejo de mais outro gole. Aliás, se for contida a ansiedade de “abastecimento”, você notará que o gosto de frutas vermelhas segue por muito tempo na língua, no céu e no fundo da boca, com leves toques de especiarias (cravo e canela) e até uma sensação “doce”.

Numa noite quente, fará sucesso, acompanhando algumas tapas espanholas ou um bolinho de bacalhau, num bate-papo entre amigos. Deixe o Altas Quintas Crescendo Rosé num balde com gelo e aproveite a descontração que ele vai trazer.

Harmonização

Bolinho de bacalhau
Tapas
Fatias de presunto tipo parma
Caldeirada de peixes de rio com poejo (tipo de menta)
Açorda de bacalhau

Onde Encontrar

Decanter
(11) 3074-5454 (São Paulo) ou (47) 3326-0111 (Blumenau)
www.decanter.com.br

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