Vinho
Indicar para um amigo

Altas Quintas Reserva (Altas Quintas)

País: Portugal (Alentejo – Distrito de Portoalegre)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (42,5% Trincadeira, 42,5% Alicante Bouschet e 15% Aragonez)
Álcool: 14,50%
Temperatura de consumo: 18ºC a 20ºC
Preço: R$ 192,30

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

Topo de linha da vinícola Altas Quintas, do Alentejo, em Portugal, este Altas Quintas Reserva contou com produção de apenas 10  mil garrafas nesta safra de 2004. “Só vamos lançar este vinho no mercado quando encontrarmos equilíbrio e pungência, para explorar seu vigor, solidez e longevidade em longo prazo”, declarou o enólogo Paulo Laureano, durante apresentação na importadora Decanter, em São Paulo. Laureano é um dos mais famosos enólogos de Portugal e responsável pelos vinhos da Altas Quintas.

O exemplar é elaborado a partir de um corte das uvas Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet, cultivadas nos cerca de 22 hectares de vinhas mantidos pela empresa na Serra M. Mamede, a 600 metros acima do nível do mar.

Os solos do local são de médio potencial produtivo e, além de explorar o frescor da altitude, a Altas Quintas também estabeleceu como regra promover “concentração” neste vinho. Para isso, as uvas foram selecionadas duas vezes, no campo e na adega, mantendo-se somente aquelas que continham esta concentração.

Depois, o Altas Quintas Reserva passou por fermentação em tonéis (balseiros) de carvalho francês, seguida por macerações de mais de quatro meses de duração. Estagiou ainda por 12 meses em barris de carvalho francês e americano e, antes de ser lançado no mercado, passou por mais um período de “equilíbrio e harmonia”, conforme a fabricante.

Deve ser servido a uma temperatura de 18ºC a 20ºC, sempre acompanhando uma refeição, como carne vermelha. Se bebido até 2010, deve ser preferencialmente decantado, pois se trata de um vinho muito encorpado. A safra 2004 suporta uma guarda mínima até 2015, devendo evoluir na garrafa até 2017, pelo menos.

Análise Técnica

Paulo Laureano, enólogo responsável pela criação deste Altas Quintas Reserva 2004, disse o seguinte sobre o exemplar: “Nossa intenção foi gerar um vinho que possa ser reservado, para guarda e, por isso, procuramos as uvas mais concentradas, com intervenções na produção”.

Por isso, qualifica o vinho como “cheio de vigor e elegante, que procura gastronomia”. Inicialmente, comentou a coloração “granada profunda” do vinho.

No olfato, de acordo com o especialista, aparecem notas de um vinho “mais jovem”, com aromas de frutas silvestres, além de compotas de amoras e ameixas negras, notas de especiarias e café fresco.

Em seguida, observou o “caráter” do vinho, direcionado para uma busca de maior longevidade. “Não encontrarão nesse Altas Quintas Reserva uma harmonia tão grande, exatamente para que ele tenha capacidade de evoluir com o passar dos anos”, informou, descrevendo a “forte estrutura”, taninos “firmes” e um frescor “surpreendente”.

“Qualidade inquestionável é o que procuramos e isso é também encontrado na persistência longa e elegante”, apontou. “Nos próximos três ou quatro anos (2010 ou 2011), precisa de um acompanhamento de comida. Depois deste período, imaginamos que possa ser bebido sem exigir um acompanhamento”, disse, estimando a guarda mínima para o Altas Quintas Reserva 2004 até 2015.

Nossa Análise

O dilema pode existir: beber o Altas Quintas Reserva 2004 até 2011 e enfrentar sua potência; ou aguardar para depois, a partir de 2012, 2013, e aproveitar um vinho mais moderado, embora ainda pujante?

Como não tínhamos esta opção durante o encontro promovido pela importadora Decanter para apresentar o vinho, nos restou apenas experimentá-lo.

O vinho é deslumbrante, sem dúvida. De cor rubi profunda, com muita concentração de extrato, bem encorpado mesmo. Os aromas de ampla complexidade: notas de frutas maduras, negras, silvestres, algo de ameixa, framboesa, cereja, uva passa e amora. Também é perceptível um cheiro gostoso de especiaria, algo de calda com cravo, e uma ponta leve de café.

Mas é na boca que o vinho “pega”. A altíssima concentração de tanino, uma substância pertencente à casca da uva, provoca a compressão imediata da boca. Tudo amarra: lábio, gengivas e bochecha. É como se tivesse tomado um soco na boca, tamanha a sensação de inchaço, porém infinitamente prazerosa.

O sabor confirma os aromas assinalados, além de uma ponta, no final, de azedinho, como se o vinho ainda estivesse “verde” ou não totalmente pronto para o consumo.

Também é um ponto alto a entrada “fria” na boca, lembrando mesmo um clima frio, refrescante, muito gostoso. Resta ainda uma ótima salivação, fruto da acidez, e um equilíbrio com o álcool. Por conta do excesso de tanino, evidentemente que não se trata de um vinho “equilibrado”, mas que foi desenvolvido exatamente para evoluir ao longo dos anos de guarda.

Por isso, é uma excelente opção para quem quer dar uma “elevada” em sua adega particular ou busca um vinho especial, muito concentrado, para acompanhar uma refeição com pratos condimentados em uma data comemorativa.

Harmonização

Costela bovina ao forno com farofa temperada
Ragu de vitela guisada com legumes
Ossobuco
Rabada
Perna de cordeiro com alecrim
Cabrito ensopado com molho de vinho tinto e batatas assadas

Onde Encontrar

Decanter
(11) 3074-5454 (São Paulo) ou (47) 3326-0111 (Blumenau)
www.decanter.com.br

Copyright® 2019 MundoVinho®. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução
de qualquer texto sem prévia autorização por escrito de MundoVinho®.
Desenvolvimento MadeinWeb Internet Solutions