Vinho
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Angheben Teroldego (Angheben Adega de Vinhos Finos)

País: Brasil (Encruzilhada do Sul – Serra do Sudeste do RS)
Safra: 2004
Tipo: Tinto (100% Teroldego)
Álcool: 13,20%
Temperatura de consumo: 15ºC a 18ºC
Preço: R$ 60,00

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

O Angheben Teroldego é fruto de uma aposta interessante em termos mercadológicos e, por outro lado, uma homenagem às raízes italianas da Angheben Adega de Vinhos Finos, de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.

Aposta por ser a Teroldego uma uva praticamente desconhecida do consumidor brasileiro, tratando-se, naturalmente, de um vinho diferente. Homenagem porque a casta é autóctone da região de Trentina, no norte da Itália, Terra Natal da família Angheben.

De produção reduzidíssima, com elaboração de apenas 2,3 mil garrafas numeradas nesta safra de 2004 (MundoVinho degustou a de número 246), este exemplar resulta de 100% de uvas Teroldego produzidas em Encruzilhada do Sul, na Serra Sudeste do Rio Grande do Sul.

Os 21 hectares de vinhedos da vinícola ficam posicionados em altitude de 427 metros acima do nível do mar, de forma a garantir frescor aos vinhos, e a colheita é feita manualmente.

Metade do vinho passou por barricas de carvalho americano de dois anos por um período de seis meses, enquanto o restante permaneceu em barris de inox. Antes de ser comercializado, o Angheben Teroldego ficou armazenado por seis meses, para evolução em garrafa.

Embora esteja pronto para ser consumido, o vinho suporta uma guarda até 2012, apresentando evolução no período. A temperatura de consumo é de 15ºC a 18ºC e pode ser degustado isoladamente ou escoltando um prato, como uma lasanha ou um prato à base de cogumelo shitake.

Análise Técnica

Com o arrojo típico dos pioneiros, a Angheben Adega de Vinhos Finos decidiu prestar homenagem à sua origem italiana e produzir vinho exclusivo de uma cepa desconhecida no nosso País, a Teroldego. “Algumas vinícolas produziam esta uva e a utilizavam em corte, mas nós decidimos fazer um vinho só com ela e o resultado foi fantástico”, afirma o enólogo e sócio-gerente da empresa, Eduardo Angheben, ao falar sobre o Angheben Teroldego.

Segundo ele, em Encruzilhada do Sul, no Sudeste da Serra Gaúcha, a uva encontrou condições excelentes para desenvolver um vinho bem estruturado. “A coloração é muito intensa, puxado para o violáceo, sem tons de vermelho”, inicia a descrição, durante o exame visual. “Assim como os nossos outros vinhos, ele tem um visual turvo, porque nossa opção é por produzir um vinho mais integral possível”, explica.

No exame olfativo, Angheben comenta que “não há grande intensidade” de aromas, pelo menos no início. “Quase não sinto as frutas vermelhas, mas algo como cassis, baunilha, cacau e chocolate, além de ameixa em passas”, relata.

Mas o ponto alto, destaca o enólogo, está no paladar. “A estrutura de boca é elevadíssima, com maciez, tanino macio e doce e acidez baixa”, observa.

Enfatiza ainda a evolução do Angheben Teroldego em contato com o oxigênio. “O vinho abre, evolui de maneira impressionante, revelando os aromas de forma mais clara e se tornando mais saboroso”, opina ele.

Nossa Análise

Fugir do trivial pode ser um bom motivo para a escolha do Angheben Teroldego. Um vinho encorpado, saboroso e muito interessante, em outra demonstração de como a vitivinicultura do Brasil tem evoluído.

De cor rubi intenso e profundo, quase não apresenta reflexos quando exposto à luz, também por conta de seu aspecto rústico, turvo, qualificado como “integral” pelo fabricante.

Num primeiro momento, quando servido, os odores são sutis, tímidos, quase imperceptíveis. Basta esperar algum tempo, coisa de três ou quatro minutos, os odores agradáveis começam a surgir: frutas vermelhas como cereja madura e amora; algo doce, talvez de uva passa, geléia de amora e baunilha; cacau; couro; e terra molhada. De boa complexidade, portanto.

No passo seguinte, no paladar, um vinho que se revela elegante, bem encorpado, com boa concentração de extrato, capaz de encher a boca. A viscosidade preenche bem todos os cantos, trazendo a sensação, de fato, de estar com a boca “cheia”, combinando, logo depois, com uma maciez única, moderada, no gole.

Apesar de metade do vinho ter passado pelo carvalho americano por seis meses, não se nota aromas e sabores de madeira. As frutas vermelhas e demais aromas se confirmam na boca, com alguma sensação de adocicado.

Por ter baixa acidez, não provoca muita salivação, surgindo apenas no final, depois do gole, já no sabor que fica. O tanino, a substância da casca da uva que comprime lábios, bochecha e gengiva, é leve. Porém, após alguns goles, se acumula e passa a “amarrar” a boca, sobretudo na gengiva superior. O gosto que permanece do gole deixa uma pontinha de amargor, gostosa e interessante, embora ligeira, em menos de três segundos.

Quando participar de uma reunião ou refeição com os amigos, este é um bom vinho para ser apresentado. Trará a idéia do novo, de diferente e que certamente agradará.

Harmonização

Lasanha ao molho vermelho
Filé ao molho de vinho do porto ou ao molho de pimenta
Ravioli de vitela com shitake

Onde Encontrar

Angheben Adega de Vinhos Finos
Telefone: (54) 3459-1261 (Bento Gonçalves - RS)
www.angheben.com.br ou www.vinhosevinhos.com/angheben/index.asp

Meu Vinho
Telefone: (51) 3381-1377 (Porto Alegre)
www.meuvinho.com.br

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